A EDP diz que o documento elaborado pelo Governo com a ajuda de peritos na Universidade de Cambridge, e que conclui que as empresas do setor energético têm lucros excessivos à custa dos consumidores, tem «erros grosseiros».

O presidente da EDP, António Mexia, afirma que as rendas excessivas no setor são um falso problema.

Já a Endesa e os produtores de energias renováveis admitem negociar com o executivo, depois de o mesmo ter concluído, no relatório entregue à troika e revelado pela TVI, que as empresas recebem subsídios dos quais não necessitavam para sobreviver.

A Deco, também contatada pela TVI, espera que o Governo tenha «força política» para ir até ao fim com a sua proposta, que levaria a um corte dos lucros no setor.

Segundo a associação de defesa do consumidor, são os consumidores quem mais tem a ganhar, se o Governo cumprir o objetivo de cortar 2.439 milhões de euros de rendas das empresas de eletricidade.

De acordo com o relatório, o Governo quer cortar 165 milhões de euros por ano às rendas das centrais e barragens da EDP, empresa que acaba de anunciar lucros de 1.125 milhões de euros em 2011, um novo recorde.

113 milhões de euros por ano: é este o valor do corte proposto nos contratos das empresas de energias renováveis de cogeração. Vai ser um processo complexo, porque são centenas, da Galp a pequenos produtores.

 

O relatório afirma que 95% do mercado está entregue a investidores com rentabilidade garantida e que se nada for feito as faturas de eletricidade vão subir 50% até 2020.