O absentismo laboral que a gripe A (H1N1) vai provocar em Portugal poderá originar uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) nacional entre os 0,3 e os 0,45 por cento, entre 490 e 740 milhões de euros.

A estimativa consta de um estudo realizado pela Deloitte, em colaboração com a Intelligent Life Solutions, divulgado esta quarta-feira pela agência Lusa.

De acordo com a mesma projecção, os custos da pandemia para o Estado estão estimados em 330 a 500 milhões de euros, contabilizando perdas de IRS, contribuições para a Segurança Social e subsídio de doença. De fora destes cálculos estão os valores referentes a eventuais situações de quarentena.

Um quarto das empresas possui plano de contingência

Um estudo da Marsh concluiu que apenas 25 por cento das empresas têm um plano de contingência e que só 34 por cento avaliaram a informação de como reagir a uma pandemia.

«Em 2007, 29 por cento das empresas afirmaram possuir um plano de contingência para um pandemia, mas em Maio de 2009, a percentagem baixou para 25 por cento», realçou Jaime Gato, risk consulting coordinator da Marsh, no seminário «Resposta das empresas à pandemia», organizado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP).

O estudo da empresa líder mundial em gestão de riscos e corretagem de seguros chegou à conclusão que cerca de dois terços das empresas não têm uma equipa de gestão de crises nem uma lista de competências para fazer face a uma elevada taxa de absentismo.
Redação / JF