Quando Andreas Flatten se despediu de uma oficina de automóveis de luxo, no estado norte-americano da Georgia, abriu uma guerra com o ex-patrão pelo pagamento do último salário.

Mas o que o ex-empregado não calculava era que o dinheiro fosse pago, meses depois, até ao último cêntimo. Literalmente. Para sermos mais exatos: 91.500 moedas de um cêntimo, totalizando os 915 dólares do salário em atraso.

Apesar não ter contado os tostões para ter certeza que recebeu o valor na totalidade, Andreas explicou à Fox 5 Atlanta News que o seu ex-empregador deixou-lhe um monte de cêntimos à sua porta para puni-lo por pedir a demissão e exigir persistentemente o seu último salário.

Facto é que entre as moedas estava um envelope escrito com uma expressão de desaprovação inconfundível. Lá dentro estava o recibo, mas nenhum cheque.

Uma coisa era se fossem só moedas", começou por dizer Andreas, "Quem me dera que fossem só moedas", desabafou, explicando que as moedas estavam cobertas numa substância pegajosa e gordurosa, possivelmente óleo hidráulico.

O dono da oficina, Miles Walker, recusa comentar o caso, mas adiantou à CBS46 que não se lembra se despejou as moedas à porta do ex-funcionário ou não. 

Não interessa - ele foi pago, e é isso que importa", afirmou.

Andreas contou ainda à imprensa que passou duas horas a limpar os tostões para poder trocá-los numa máquina: espalhou-os num tanque cheio de detergente, vinagre branco e água, mas não foi bem sucedido. Mais tarde descobriu que, para remover a solução gordurosa, precisaria limpar cada moeda individualmente. Demorou cerca de duas horas para limpar o valor de cinco dólares.

Também já pensou em entrar com um processo, mas sabe que o que aconteceu pode não ser tecnicamente ilegal.

Questionado pelo New York Times se seria ilegal pagar a um funcionário em moedas sujas, Eric R. Lucero, porta-voz do Departamento do Trabalho dos EUA, respondeu: “Não há nada nos regulamentos que dite em que moeda o funcionário deve ser pago".

Rafaela Laja