Chloe Haines, de 26 anos, tentou abrir a porta de um avião comercial, que transportava 206 passageiros. O incidente ocorreu em junho, do ano passado, num voo que seguia do Aeroporto de London Stansted para Dalaman na Turquia.

De acordo com a CNN, a mulher britânica teve mesmo de ser controlada por membros da tripulação e passageiros.

O comportamento da srª. Haines foi um dos casos mais sérios de comportamento desadequado de passageiros com que a tripulação já se deparou. A srª. Haines está banida de voar na nossa companhia para o resto da vida”, disse Steve Heapy, CEO da Jet2 e Jet2holidays.

Dois caças da Força Aérea Real tiverem mesmo de ser ativados para escoltar a aeronave, onde estava Chloe Haines, de volta ao aeroporto de London Stansed.

A companhia aérea acabou ainda por multar a britânica, natural de Londres, em mais de 100 mil euros pelo “comportamento extremamente perturbador”, que levou a aeronave a divergir da rota original.

Em tribunal, a londrina garantiu que não tem qualquer lembrança do incidente e confirmou que havia misturado álcool com medicamentos antes da viagem.

Chloe Haines deu-se como culpada, ainda nas primeiras sessões de julgamento, por colocar em risco a segurança da aeronave e de ter agredido Charley Coombe, membro da tripulação da Jet2.

Aqueles que estão presos e confinados ao espaço de uma aeronave vão, inevitavelmente, ficar nervosos, assustados e aterrorizados com as ações de alguém, que num estado de embriaguez, coloque as suas vidas em risco.  Para alguns será mesmo o pior pesadelo a tornar-se realidade.”, explicou o juiz Charles Gratwicke durante a leitura da sentença.

Haines chegou mesmo a gritar “eu quero morrer” e “vou matar-vos a todos”, enquanto várias pessoas a tentavam controlar.

Em tribunal ficou claro que é impossível que a porta de um avião comercial seja aberta em pleno voo. Mas o juiz realçou que, no momento, muitos passageiros não estariam cientes desta norma de segurança.

A Jet2 garante que o incidente teve um custo para a companhia superior a 100 mil euros.

De acordo com a imprensa britânica, entre 2007 e 2017, foram registados mais 66 mil incidentes em aeronaves em pleno voo pela Associação de Transporte Aéreo.