Cerca de 258 participantes da meia maratona de Shenzhen, na China, foram apanhados a fazer batota. Os corredores podem ser proibidos de voltar a participar na prova. 

A organização do evento, que se realizou no domingo, reparou, através das câmaras de vigilância, que 237 pessoas estavam a fazer caminhos mais curtos e estima que devem ter corrido dois ou três quilómetros a menos do que era suposto.

Outros 18 corredores estavam a utilizar bebedores falsos e três corriam em nome de outras pessoas que se tinham inscrito na prova, garantiram ainda os organizadores à BBC.

No vídeo divulgado, é possível ver vários corredores a encurtar o percurso de 21 quilómetros passando pelos arbustos.

 

A agência chinesa de notícias Xinhua adianta que os maratonistas enfrentam agora a proibição de voltar a participar na prova.

Lamentamos profundamente as violações ocorridas durante o evento. Correr uma maratona não é apenas exercício, é uma metáfora para a vida, e todos os corredores são responsáveis por si mesmos”, afirmam os organizadores à agência noticiosa.

De acordo com o The Guardian, os participantes da meia maratona de Shenzhen inscreveram-se com documentos válidos, como bilhetes de identidade, autorizações de residência e passaportes ou identificação militar, e mesmo assim conseguiram fazer batota. Os organizadores da corrida anual de Shenzhen, que costuma atrair cerca de 16 mil corredores, poderão ter de adotar medidas suplementares de forma a serem mais eficazes na prevenção de fraudes.

Para impedir que os participantes corressem em nome de outras pessoas, os organizadores da meia maratona de Pequim introduziram em 2017 um sistema de reconhecimento facial.

A China também já desenvolveu mecanismos eletrónicos que, durante as maratonas, registam o progresso dos corredores em função de tapetes de cronometragem instalados ao longo do percurso.