Um homem de Samoa, na Polinésia, passou cinco anos a mais na prisão porque, nem ele, nem as autoridades, deram conta que as suas duas sentenças deviam ter sido cumpridas em simultâneo, e não de forma consecutiva.

Sio Agafili, de 45 anos, devia ter sido libertado em dezembro de 2015, mas permaneceu na prisão até um juiz ter descoberto o erro, quando este compareceu em tribunal por outras razões.

Segundo noticia o The Guardian, o homem assegura que nunca lhe chegaram a comunicar a duração máxima da sua sentença na prisão.

Ninguém me avisou quando é que a minha sentença na prisão iria terminar. Perdi a conta dos dias atrás das grades. Não me lembro muito de quando é que deveria estar fora, só sei que tinha que cumprir o meu tempo", contou Sio Agafili.

Inicialmente, Sio Agafili foi condenado por roubo a sete anos de prisão efetiva, em novembro de 2008. Um mês depois, em dezembro, foi novamente condenado, por outros crimes, a cinco anos de prisão. Estas duas sentenças deviam ter sido cumpridas em simultâneo e o homem saído em liberdade em dezembro de 2015.

O erro foi apenas descoberto na passada semana pelo juiz Daryl Clarke, antes de Sio Agafili voltar a tribunal para prestar declarações por um assalto presumivelmente cometido durante uma fuga da prisão de Tanumalala, onde estava detido.

A defesa do homem alega agora que foi violado o direito à liberdade e que o lesado vai pedir uma indemnização.

 
Redação / RL