Em 1991, Zoe Andrews e a irmã Hannah tinham acabado de ler o “O Jardim Secreto”, um livro clássico de 1911 escrito por Frances Hodgson Burnett. 

Apaixonadas pelas aventuras de Mary Lennox, uma das personagens principais do livro, num jardim encantado inglês, as irmãs decidiram gravar o nome de Hannah em hieróglifos na primeira página da sua cópia do livro. 

O tempo passou e Zoe acabou por doar o livro a uma instituição social perto de casa.

Vinte e oito anos depois, Zoe estava a passear na loja do Museu da Vida Rural de Inglaterra, em Reading, quando agarrou num exemplar do livro que tinha lido há décadas atrás.

Fiquei estupefacta”, disse Zoe ao abrir a primeira página do livro e reparar no nome da irmã em hieróglifos.

 

Pensei, bem, tenho de comprá-lo. Fui ao balcão e disse à senhora que eu tinha o livro quando era pequena e ele informou-me que tinha-o trazido para ali depois de o comprar numa loja de caridade em Wallingford”, disse Andrews à CNN.

Não é todos os dias que alguém abre um livro e, na primeira página, encontra o nome da irmã em hieróglifos”, disse Joe Vaughan,o editor digital do museu, que, no Twitter, contou a história desta descoberta incrível.

 

 

É um sentimento bizarro encontrar algo que se gostava tanto na infância e pensar na sua viagem até aqui. Quantas outras crianças leram o livro?”, disse Zoe Andrews que comprou o livro por uma libra (cerca de um euro e dezasseis cêntimos).

A diretora do Museu da Vida Rural de Inglaterra, Kate Arnold-Forster, disse à CNN que “uma das coisas mais inesperadas e fascinantes das bibliotecas é a descoberta de livros que têm traços das vidas dos seus leitores, levando-nos a pensar sobre como as obras foram lidas e vividas”.

É isso que torna um livro como o “Jardim Secreto” tão especial. Um romance que sobreviveu gerações e que deu a tantos leitores um escape mágico”, afirmou Kate Arnold-Forster