Um grupo de agentes do FBI encontrou baldes com cabeças humanas, braços, pernas e órgãos genitais, durante buscas a um laboratório no Arizona, EUA, no âmbito de uma investigação sobre tráfico de cadáveres humanos.

O caso remonta a 2014, mas os pormenores da investigação só foram recentemente tornados públicos, devido a uma série de processos judiciais encetados por oito famílias.

De acordo com o The Independent, as autoridades norte-americanas descobriram que o dono do Centro de Pesquisa Biológico de Phoenix, Stephen Gore, desmembrava os corpos doados ao instituto com serras elétricas e lucrava com a venda dos membros sem o consentimento dos familiares.

Segundo a ABC 15, o FBI descobriu que o proprietário do laboratório vendia cada cabeça por 500 dólares (cerca de 450 euros), braços por 750 dólares (cerca de 674 euros) e um corpo inteiro podia chegar aos 5 mil dólares (4500 euros).

Para além dos corpos desmantelados, os agentes ainda encontraram algumas partes de diferentes corpos cosidas. No processo, segundo o The Independent, é referido que foi encontrada uma cabeça de uma mulher colocada no corpo de um homem. Esta “criação”, apelidada pela acusação de “parecida com a do Frankenstein”, estava pendurada numa das paredes.

Isto é uma história de terror. É inacreditável!”, afirmou Troy Harp, um dos familiares envolvidos no processo judicial contra o laboratório, em entrevista à KMOV4, alegando que doou os corpos da mãe e da avó em 2012 e 2013, porque considerou que seriam usados para fins científicos.

Para pesquisa do cancro e leucemia, e essas coisas, usando amostras de células. Foi o que me disseram. Quem é que no seu perfeito juízo… é absolutamente revoltante”.

Stephen Gore já foi julgado e sentenciado a um ano de prisão e a quatro de anos de liberdade condicionada.