Uma mulher roubou sete diamantes de um joalharia do grupo Boodles, no centro de Londres, fazendo-se passar por uma especialista em pedras preciosas. 

Lulu Lakatos, de 60 anos, fingiu estar a examinar os diamantes, que valem cerca de 4,86 milhões de euros, e trocou-os, sem ninguém perceber, por seixos redondos. 

As pedras preciosas roubadas incluem um diamante em forma de coração de 20 quilates e um diamante em forma de pera com três quilates.

Os diamantes foram roubados através de um truque de mãos. A conspiração, em que a suspeita terá desempenhado um papel central e integrante, foi da mais alta sofisticação, planeamento, risco e recompensa possíveis", disse o procurador Philip Stott em tribunal, citado pelo jornal The Guardian.

O roubo remonta a 2016, pouco tempo depois do presidente da joalharia Boodles, Nicholas Wainwright, ter sido apresentado a um israelita chamado "Simon Glas", que estava interessado em comprar sete diamantes. Os dois encontraram-se no Mónaco, onde Nicholas foi apresentado ao sócio de "Simon", um russo chamado "Alexander".

Lulu Lakatos, alegadamente, fez-se passar por uma avaliadora de joias chamada "Anna", que havia sido enviada pelo russo, para avaliar as pedras preciosas. Na sala de reuniões, quando Nicholas subiu para atender uma chamada de "Alexander", "Anna"  trocou rapidamente os diamantes por pedras.

Apenas no dia seguinte a joalharia deu conta da troca.

Parece que "Anna" trocou a mala com os diamantes, que estavam em cima da mesa, por uma mala idêntica. Dentro das caixas havia pedras em vez de diamantes", afirmou o procurador.

Em tribunal, Philip Stott referiu ainda que a suposta especialista trocou de roupa numa casa de banho pública, antes de sair de comboio de Londres, acompanhada por uma cúmplice. Outros membros do grupo viajaram num carro alugado pelo túnel do Canal da Mancha.

Christophe Stankovic e Mickael Jovanovic, dois dos membros do grupo, já foram condenados por conspiração no roubo dos diamantes. 

Lulu Lakatos foi presa em França, em setembro do ano passado, através de um mandado de captura europeu, para ser extraditada para o Reino Unido, onde julgamento continua a decorrer.

/ IC