Dificuldades em ler e escrever não foram suficientes para impedir a contratação de um docente para a escola secundária católica Thomas More, no norte de Londres. Faisal Ahmed foi contratado para o estabelecimento de ensino através do programa "TeachFirst", um programa destinado à contratação de estudantes de ensino, apesar dos "problemas que tem para escrever e para ler correções de testes".

Faisal Ahmed sofre de dispraxia, uma doença que afeta a coordenação motora, e garante que alertou Mark Rowland, diretor da escola, sobre as dificuldades que tinha "em ler mais do que alguns minutos seguidos". Este futuro professor foi suspenso, dias depois de ter começado a trabalhar, pelo próprio diretor da escola. 

O caso revelado pelo The Sun surge depois de Ahmed ter processado a escola, num tribunal de Londres, por descriminação e despedimento "por ser deficiente". O caso remonta a 2016 e, depois de ter sido arquivado pelo tribunal de primeira estância, foi agora reaberto por um tribunal do trabalho.

O caso ganhou maior contorno depois de ser revelado que o jovem tinha sido contratado através do programa TeachFirst que todos os anos injecta milhões de libras às escolas que contratam professores através deste mecanismo. Segundo o The Sun, há várias escolas acusadas de aproveitamento ilícito deste programa.