Morreu na passada sexta-feira, 10 de maio, aquele que afirmava ser o homem mais velho do mundo. O russo Appaz Iliev terá morrido com 123 anos, idade reconhecida pelo presidente da República da Ingushetia, uma região ao sul da Rússia, mas nunca assinalada pelo livro de recordes do Guinness.

O presidente daquela região afirma que Iliev terá nascido a 1 de março de 1896, mas o Guinness não reconhece este recorde, pela falta de documentação sobre o nascimento do homem.

A pessoa mais velha, para o livro dos recordes, é Jeanne Calment, uma francesa que morreu em 1997, com 122 anos. De resto, o homem mais velho de que há registo é o japonês Jiroemon Kimura, que faleceu aos 116 anos, em 2013.

O nome de Iliev não aparece sequer nos primeiros 100 homens mais velhos, segundo a lista oficial do Guinness. Iliev deixa oito filhos, 34 netos, 35 bisnetos e vários trisnetos.

O russo alega ter combatido na guerra civil da Rússia (1917-22) e que na altura da segunda guerra mundial já estava velho para combater por ter 45 anos. Pouco antes do fim do confito, Iliev terá sido deportado por Estaline para o Cazaquistão, em conjunto com outros Ingush, grupo étnico da qual fazia parte.

Sempre afirmou não beber álcool ou fumar, colocando o segredo da suposta longevidade nos bons hábitos de sono. Deitava-se todos os dias por volta das 19:00. A sua dieta basear-se-ia em frutas da sua horta e em carne do mercado local, bebendo sempre leite e água ao longo do dia.

Ao longo da vida exerceu a profissão de pastor, tendo ficado nas montanhas com o seu rebanho até morrer.

Iliev sempre falou do pai como um homem que viveu até aos 120 anos, embora isso também não seja reconhecido pelo Guinness.

Já este ano morreu o homem mais velho do mundo em vida, o japonês Masazo Nonaka, que tinha 113 anos.