Se alguém tem dúvidas sobre a proposta, não é seguramente o vereador Per-Erik Muskos, de 42 anos, o autor da moção, apresentada na cidade de Overtornea, junto à fronteira com a Finlândia. E já agora, caso interesse, com temperaturas entre os nove e os 18 graus negativos.

Não vejo razão para que a proposta não passe", sublinhou Muskos, citado pela agência francesa AFP.

Para Muskos, o propósito é generoso.

Há estudos que mostram que o sexo é bom para a saúde", afirma o vereador sueco, que salienta a necessidade de os suecos terem "melhores relações sentimentais".

Daí que Muskos proponha uma pausa instituída no horário de trabalho, a começar pela sua cidade. Uma escapadinha, obviamente remunerada, para que os suecos e as suecas possam estar efetivamente com os seu companheiros.

O vereador admite, contudo, que será difícil, senão impossível, controlar como os suecos irão aproveitar a tal hora, digamos, sexual.

Não se pode garantir que um trabalhador não vá antes passear", salientou Muskos, admitindo ser fundamental que os patrões tenham confiança nos seus empregados.

Dúvidas dentro do partido

Apesar da sua convicção, elementos do seu partido já vieram a público admitir que a proposta é difícil de digerir. Por seu lado, o vereador Muskos continua a mostrar-se preocupado com as poucas horas que os suecos passam em família.

Ainda assim, de acordo com um estudo do instituto Coe-Rexecode, em 2015, os suecos foram dos europeus que menos trabalharam: apenas 1.685 horas, só ficando atrás dos finlandeses e franceses.

Percebe-se assim que os suecos até terão mais tempo livre do que a esmagadora maioria dos cidadãos europeus, faltando apenas saber como gozam os períodos em que não têm de trabalhar.

Sem que haja certezas sobre a aprovação da moção, dadas as reticências do outros vereadores da pequena cidade de Overtornea, com cerca de dois mil habitantes, Per-Erik Muskos já conquistou o seu momento de fama: nas redes sociais da internet, a sua proposta continua a ser partilhada. Em sueco e noutras línguas.