Em apenas seis anos, Portugal tornou-se no terceiro maior produtor da Europa de bimi.

A produção de bimi, um legume criado a partir do cruzamento de brócolos e couves, multiplicou-se sete vezes desde 2015, graças à procura dos consumidores.

No país, hoje são já dez os produtores e a área de cultivo passou de 10 hectares para os 80, o que torna Portugal no terceiro maior produtor da Europa, depois de Reino Unido e Espanha, segundo dados disponibilizados pela Sakata, empresa japonesa de sementes com representação em Portugal, que detém o controlo da cultura até à sua comercialização.

Grande parte da produção nacional está concentrada na região Oeste, onde as temperaturas amenas e frescas são propícias, seguindo-se o Ribatejo e o sudoeste alentejano.

Meio milhão de toneladas de bimi produzidas em território nacional chegam aos mercados, sendo 65% da produção exportada e 35% absorvida pelo mercado nacional, podendo os consumidores encontrar os bimi à venda em qualquer hipermercado.

Nos mercados externos, os bimi portugueses são sobretudo exportados para o Reino Unido, mas também para países como França, Itália, Dinamarca, Alemanha, Polónia ou Finlândia, onde a procura tem aumentado e que, por isso, também começam a aderir à sua produção.

A Sakata controla toda a produção até à sua comercialização, autorizando a entrada de novos produtores, vendendo as plantas para os campos de produção de bimi e desafiando as centrais hortofrutícolas a se associarem na preparação e embalamento do legume a pensar nos consumidores.

Comestíveis na totalidade

Podendo ser produzidos durante todo o ano, os bimi concentram 80% dos custos de produção na mão-de-obra que, a par da falta de terrenos, são os principais problemas ao crescimento da cultura.

Quando entram em colheita, os bimi são colhidos três a quadro vezes por semana, sendo necessários 20 trabalhadores por cada hectare.

Os bimi são produzidos ao ar livre e colhidos desde o caule até aos floretes, enquanto as folhas são trituradas e servem de matéria orgânica para os campos.

São comestíveis na sua totalidade e ricos em fibra, potássio, cálcio, fosfato.

Possuem mais zinco, fosfato, antioxidantes e vitamina C do que os espargos, os brócolos, as couves e os espinafres e contêm o dobro de vitamina B6 das ervilhas ou cenouras.

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