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Covid-19: Reino Unido aprova vacina da Pfizer para uso na próxima semana

Cláudia Évora com Lusa - Notícia atualizada às 08:24

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA em inglês) defende que a vacina, que oferece até 95% de proteção, é segura para ser administrada.

O Reino Unido aprovou o uso da vacina produzida pela Pfizer e pela BioNTech já na próxima semana, tornando-se, assim, no primeiro país do mundo a aprovar uma vacina contra a covid-19. 

O Reino Unido é o primeiro país do mundo a ter uma vacina clinicamente aprovada", disse o ministro da Saúde, Matt Hancock, na rede social Twitter.  

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De acordo com a BBC, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA em inglês) defende que a vacina, que oferece até 95% de proteção, é segura para ser administrada. 

O governo aceitou hoje a recomendação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde para aprovar o uso da vacina Covid-19 da Pfizer/BioNTech”, disse um porta-voz do executivo.

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As primeiras doses deverão chegar nos próximos dias e estão destinadas para as pessoas que integram os grupos de alta prioridade: profissionais de saúde, residentes de lares de idosos, cuidadores, idosos e os mais vulneráveis.

Até ao momento, o Reino Unido encomendou 40 milhões de doses, ou seja, o suficiente para vacinar 20 milhões de pessoas, uma vez que cada uma recebe duas doses. 

A luz verde das autoridades do Reino Unido "segue-se a meses de testes clínicos rigorosos e extensa análise de dados por especialistas da MHRA que concluíram que a vacina atendeu aos padrões estritos de segurança, qualidade e eficácia", disse o porta-voz do ministério da Saúde britânico.

O país “está pronto para começar a vacinação no início da próxima semana", disse Hancock.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou na terça-feira que realizará uma reunião extraordinária no dia 29 de dezembro "o mais tardar" para dar, ou não, luz verde à comercialização da vacina contra o covid-19 da Pfizer e BioNTech.

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Os EUA e a União Europeia também estão a analisar a vacina da Pfizer e uma vacina semelhante feita pela concorrente Moderna Inc.

A Pfizer disse que começaria imediatamente a enviar a vacina com stock limitado para o Reino Unido, mas as doses são escassas e inicialmente serão racionadas até que mais vacinas sejam fabricadas nos primeiros meses do próximo ano.

O CEO da Pfizer, Albert Bourla, considerou a decisão do Reino Unido um "momento histórico".

Estamos a concentrar-nos em agir com o mesmo nível de urgência para fornecer com segurança uma vacina de alta qualidade em todo o mundo", disse Bourla em comunicado.

Embora o Reino Unido tenha encomendado vacina Pfizer suficiente para 20 milhões de pessoas, não está claro quantas vão chegar até o final do ano. São necessárias duas doses com intervalo de três semanas para proteção.

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Os reguladores britânicos também estão a considerar outra vacina feita pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, mas o primeiro-ministro, Boris Johnson, já alertou que primeiro o país deve “navegar por um inverno rigoroso" de restrições para tentar conter o vírus até que haja vacina suficiente para todos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.468.873 mortos resultantes de mais de 63,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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