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Jovem morre vítima de choque tóxico provocado por um tampão

Manuela Micael

Maëlle tinha 17 anos. Os primeiros sintomas foram confundidos com gastroenterite e desvalorizados

Uma jovem belga morreu na semana passada, vítima de um choque tóxico provocado por um tampão. Maëlle tinha 17 anos.

Na última segunda-feira, dia 6 de janeiro, começou a sentir-se mal, quando regressou do ginásio, pelas 20:30. O mal-estar foi piorando e, por volta das 23:00, com febre, náuseas e vómitos, foi levada ao hospital pela família. Os médicos diagnosticaram uma gastroenterite.

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Dois dias depois, o estado de saúde de Maëlle piorou. Começou a ter problemas de visão e teve uma descida abrupta da tensão arterial. Voltou ao hospital, desta vez transportada por uma ambulância, e o diagnóstico voltou a ser a mesma gastroenterite.

De acordo com a revista Paris Match, a situação continuou a piorar e a jovem entrou num estado de desidratação severa. Os pais resolveram então levá-la a outro hospital, onde foi, de imediato, internada na Unidade de Cuidados Intensivos. Só aí lhe foi feito o diagnóstico correto, mas era tarde demais.

Maëlle acabou por morrer na quinta-feira, dia 9 de janeiro. Foi a própria mãe que tornou pública a história, na sua conta pessoal do Facebook, para alertar outras jovens e outros pais.

A explicação

De acordo com o jornal El Mundo, várias marcas de tampões alertam para a possibilidade de choque tóxico provocado por dois tipos de bactérias: Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, capazes de produzir toxinas que podem desencadear septicemia. Estes agentes infecciosos são particularmente perigosos em organismos com sistema imunitário em baixo.

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Os químicos presentes nos tampões, que facilitam a capacidade de absorção, favorecem a produção de toxinas. O facto de a produção destas toxinas acontecer dentro da vagina ajuda na sua absorção, já que as mucosas da vagina e do útero favorecem essa absorção.

Os primeiros sintomas de choque tóxico são muitas vezes confundidos com gripe, intoxicação alimentar ou gastroenterite ou mesmo uma insolação.

Muitas marcas de tampões alertam precisamente para a mulher adaptar o nível de absorção do produto ao seu fluxo menstrual, optando sempre pelo nível com menor capacidade de absorção possível, para evitar a concentração química que favorece o desenvolvimento das toxinas que podem levar a um choque tóxico. As marcas de tampões aconselham também a mudar o tampão com regularidade.

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