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Morreu a atriz Eva Wilma aos 87 anos

António Guimarães

Tinha sido diagnosticada com cancro uma semana antes

A atriz Eva Wilma morreu este sábado aos 87 anos. Estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde recebia tratamento a um cancro no ovário.

A artista tinha sido internada a meio de abril, para tratar de problemas cardíacos e renais. Só mais tarde, a 7 de maio, lhe foi diagnosticada a doença, que uma semana depois se revelou fatal.

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Com uma carreira recheada no teatro, na televisão e no cinema, em Portugal, Eva Wilma será sempre lembrada pelos papéis desempenhados em novelas, como "Pedra Sobre Pedra", "A Indomada" e "Fina Estampa".

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“Vivinha, é assim (Sorridente) que vamos lembrar de você. Obrigado pelos momentos maravilhosos que vivemos juntos e estarão eternamente em nossos corações. Gigante Eva Wilma”, escreveram os agentes da atriz na rede social Instagram, a acompanhar uma fotografia.

Nascida a 14 de dezembro de 1933, precisamente em São Paulo, iniciou a carreira artística aos 19 anos, no Ballet IV Centenário da cidade. Viria a abandonar a dança pouco depois, para integrar o Teatro da Arena e o programa "Alô Doçura", ambos os projetos por convite.

O Jornal Estadão escreve que se diversificou, como mulher e atriz, e os desafios “foram ficando maiores” até participar em “Queridinha Mãe” pela qual recebeu o primeiro Molière de Melhor Atriz e O Manifesto.

A partir daqui a atriz “ganhou mais prémios, muitos prémios, Eva Wilma ganhou-os a todos”, escreve o jornal Estadão, que apresenta uma lista extensa dos trabalhos em que participou, quer no teatro, cinema ou televisão, dentro e fora do Brasil.

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Eva Wilma teve uma vasta participação em telenovelas com sucesso no Brasil e no estrangeiro, nomeadamente em Portugal, como a Guerra dos Sexos, Sassaricando, Pedra Sobre Pedra, o Rei do Gado, a Indomada, Fina Estampa e Mulheres de Areia ou séries como Os Maias.

O seu último papel na televisão foi na novela "O Tempo Não Para", em 2018.

Filha de pai alemão, Otto Riefe Jr., um metalúrgico da região da Floresta Negra, que emigrou para o Rio de Janeiro em 1929, e de mãe natural de Buenos Aires, Luísa Carp, filha de judeus ucranianos de Kiev que emigraram para a Argentina, Eva Wilma viria a nascer em 14 de dezembro de 1933, em São Paulo, onde os pais se conheceram.

Eva Wilma foi casa durante 21 anos com John Herbert (1955 a 1976), com quem teve dois filhos, e depois da separação viveu 23 anos com Carlos Zara, de 1979 a 2002, ano da sua morte.

“‘Socialite’, trambiqueira, mulher comum. Eva Wilma, a Vivinha, tudo fez e com o maior brilho”, escreve o Estadão.

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