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Notícia TVI: dois detidos e mais de 600 pessoas identificadas em megaoperação da GNR, SEF, ACT e ASAE

Henrique Machado / Luís Varela de Almeida AM - atualizada às 20:40

Objetivo da investigação é detetar irregularidades quer na apanha da amêijoa quer na exploração de imigrantes ilegais que são recrutados para este tipo de trabalho

Dois detidos e mais de 600 pessoas identificadas é o resultado de uma megaoperação da GNR, SEF, ACT e ASAE na praia do Samouco, em Alcochete, distrito de Setúbal, relacionada com o auxílio à imigração ilegal.

Das 600 pessoas, 210 eram estrangeiras e 35 foram “notificadas para abandonar o território nacional”, indicou Ricardo Samouqueiro, comandante da GNR do Montijo.

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A TVI sabe que o objetivo da investigação é detetar irregularidades quer na apanha da amêijoa quer na exploração de imigrantes ilegais que são recrutados para este tipo de trabalho.

Todas as pessoas que saíram da água com bivalves na sua posse foram identificadas, assim como a mercadoria.

Trata-se, na sua maioria, de cidadãos estrangeiros, sobretudo do leste europeu, que se suspeita não terem documentos e, por isso, estão ilegais em Portugal.

Desta megaoperação foram apreendidas oito toneladas de amêijoa, no valor de 80 mil euros.

Podemos falar em cerca de oito toneladas de bivalves apreendidos e também diverso material utilizado na apanha destes bivalves”, referiu Ricardo Samouqueiro.

A GNR ainda está a apurar os dados finais sobre o número de multas aplicadas, mas avançou que foram “seguramente uma centena de autos de diversa índole”, não só pela apanha ilegal de bivalves, mas também por estacionamento abusivo em dunas e em zona pública.

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Todos aqueles que praticaram a apanha e foram identificados com amêijoa terão autos de contraordenação”, cujas coimas podem atingir os 3.750 euros.

A operação resultou ainda na suspensão da atividade de um estabelecimento na praia do Samouco.

Para o local foram acionados 115 operacionais da GNR, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Esteve também no local um procurador do Ministério Público.

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