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"Não é só as escolas, tem de fechar tudo, a situação é caótica", diz infeciologista da Estefânia

. CM

Responsável pela Unidade de Infeciologia do Hospital Dona Estefânia diz que há cada vez mais crianças infetadas e que, neste momento, estão a aparecer mais casos da síndrome inflamatória multissistémica associada à covid-19

A infeciologista pediátrica Maria João Brito alertou hoje que não basta encerrar as escolas, é preciso fechar tudo, porque o país está a viver uma “situação de catástrofe”.

No dia em que Portugal registou o maior número de óbitos e de novos casos de covid-19, a responsável pela Unidade de Infeciologia do Hospital Dona Estefânia afirmou que esta situação não vai parar “enquanto alguém não resolver fechar tudo".

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Não é só as escolas, tem de fechar tudo, a situação é caótica. As pessoas têm de perceber que estamos numa situação muito, muito grave. Para mim, estou numa situação de catástrofe”, lamentou.

A situação do país é “muito complicada". "Ninguém sabe muito bem o que está a acontecer. Provavelmente a estirpe inglesa já estará em grande força no nosso país e, portanto, têm de fechar tudo”, reiterou.

Portugal é o pior país da Europa e o segundo pior do mundo [em termos de mortes e de casos], como é que as pessoas não percebem o que se está a passar aqui. As pessoas andam a andar nas ruas porque ninguém as manda ficar em casa”, disse, lamentando que se façam confinamentos que “não são apropriados à situação” que o país está a viver do ponto de vista epidemiológico.

Para evitar mais mortes, a infeciologista defendeu que “a vacinação tem de ser para aqueles que morrem (…), os idosos, independentemente de estarem ou não em lares”, porque “as vacinas são para proteger vidas, são para salvar vidas”.

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As vacinas foram feitas em primeiro e em último lugar para diminuir a mortalidade. Portanto, o que eu quero dizer é que vacinem rapidamente os idosos para evitarmos mais mortos.”

Relativamente às crianças, a médica afirmou que embora sejam menos atingidas que os adultos “a verdade é que aumentaram o número de casos”.

“Temos casos internados, temos casos em cuidados intensivos e hoje estive de urgência e fartei-me de ver crianças com covid-19”, disse a responsável pela unidade de referência para a covid-19 em idade pediátrica, pertencente ao Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC).

Neste momento, estão a aparecer mais crianças com a síndrome inflamatória multissistémica associada à covid-19, uma resposta anormal ao vírus em que as defesas do nosso corpo começam a atacar todos os órgãos.

“Antigamente tínhamos um caso de mês a mês, agora temos quatro crianças internadas” com esta doença.

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Portanto, temos de tudo, como seria de esperar. Temos crianças pequenas, recém-nascidos, temos pneumonias covid-19, temos infeções cerebrais por SARS-Cov-2, temos tudo.”

No D. Estefânia, que centraliza nesta altura quase todos os casos de covid-19, estão hoje internadas oito crianças em enfermaria e uma em cuidados intensivos, disse a especialista, adiantando que, neste momento, o hospital pediátrico ainda tem capacidade, apesar de poder vir a encher, mas já existe um “plano B”.

“Muitos serviços de pediatria estão a fechar para os adultos começarem a trabalhar, os pediatras estão a trabalhar com os adultos e nós vamos ter de receber a pediatria”, comentou.

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