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Empréstimo das chaves do jato que carregava 578 quilos de cocaína sob suspeita

Há uma nova pista na investigação sobre o jato privado português que tinha meia tonelada de cocaína no interior. A polícia brasileira está focada no empréstimo das chaves da aeronave a um empresário de s´São Paulo durante os dias em que o avião esteve parado num aeroporto daquela cidade.

Na investigação ao mistério dos 578 quilos de cocaína encontrados a bordo de um jato privado que tinha como destino o Aeródromo de Tires, a polícia brasileira está focada no empréstimo das chaves da aeronave a um empresário de São Paulo, durante os dias em que o avião esteve parado num aeroporto daquela cidade.

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As chaves terão sido emprestadas pela própria empresa dona do avião privado, a portuguesa Omni. 

O homem justificou o pedido das chaves com o querer mostrar o interior do avião a uma mulher, mas a polícia liga esse facto ao crime, por coincidir com os dias em que a aeronave terá sido carregada com a droga

 

Motivo e oportunidade são dois requisitos essenciais para que a Polícia Federal brasileira chegue até aos autores dos crimes. 

Se o motivo é óbvio para todos: o de fazer fortuna com os 578 quilos de cocaína que teriam rendido dezenas de milhões de euros, caso tivessem chegado ao mercado de rua; a oportunidade já não é para qualquer um.  

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E aqui a investigação faz duas perguntas: quem poderia ter abastecido o falcon 900 com droga no aeroporto de Jundiaí, em São paulo? E quem teria capacidade para descarregar a mesma droga na chegada a tires, caso não tivesse sido apreendida a meio caminho, em Salvador da Baía?

A resposta à primeira questão está na empresa Lopes e Ferreira, cujo responsável pediu à empresa portuguesa Omni, dona do avião privado, as chaves do aparelho durante os dias em que esteve parado em São Paulo, sob pretexto de o querer mostrar a uma mulher. A polícia acredita que pode ter sido uma desculpa para aceder aos compartimentos da aeronave.

E quanto à descarga da droga que estava prevista para o aeródromo de Cascais, longe de olhares indiscretos, tudo aponta para que ficasse a cargo de alguém ligado à própria Omni, que em Tires tem uma estrutura de manutenção de aviões chamada Aeromec. 

Foi no Falcon 900 da empresa de aviação privada Omni que originalmente viajaram para o Brasil João Loureiro, antigo presidente do Boavista, e Mansur Herédia, empresário espanhol entretanto desaparecido.

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Loureiro ia a convite de investidores espanhóis, interessados na compra da Omni

Mansur Herédia viajava ao serviço da Lopes e Ferreira, que fretou o avião. Era uma viagem de 5 dias, que resvalou no tempo, com sucessivos atrasos no regresso, relacionados com o carregar da droga a bordo, acredita a polícia.  

No regresso a Portugal, com a tripulação, voltavam novamente Loureiro e Mansur, numa viagem em que também estava prevista a presença de um grupo de empresários de futebol. 

Os 578 quilos de cocaína foram descobertos durante uma escala em Salvador. 

A polícia ouviu quem estava presente e investiga sobretudo aqueles que lá não estavam, mas diz a experiência que, nos transportes de droga, as redes de tráfico têm sempre alguém a bordo a zelar pela carga.

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