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Crato diz que o país precisa de mais formação profissional

Redação LF

Ministro acredita na formação para dar resposta ao mercado de trabalho

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou hoje que o país precisa de mais jovens com formação profissional para dar resposta ao mercado de trabalho, no encontro do projeto-piloto do Ensino Vocacional, na Marinha Grande.

Nuno Crato salientou que o «país não precisa só de licenciados» e que é «importante que haja pessoas que tenham formações profissionais de outro tipo, como técnicos de informática, marceneiros ou auxiliares de enfermagem», escreve a Lusa.

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O governante acrescentou que existem «tantas profissões que são necessárias neste mundo e para as quais não se encontra mão de obra». Por outro lado, existem jovens «que querem emprego e não têm», realçando estar preocupado com o desemprego jovem.

«É uma calamidade completamente absurda, quando encontramos empresas que dizem que precisam de trabalhadores especializados e que não os encontram e, ao mesmo tempo, temos jovens que não conseguem encontrar emprego. É nossa responsabilidade conjunta, de professores, ministério e empresas, fornecer vias que permitam aos jovens terem saídas profissionais», acrescentou Nuno Crato.

O ministro lamentou que exista um «preconceito intelectual, entre algumas pessoas», que, garante, «tem de acabar» dado que «todas as profissões são dignas».

Para isso, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) tem «ofertas diversificadas»: «Não queremos que os jovens, logo muito cedo, escolham a via que querem seguir. Queremos que possam mudar de via ao longo da escolaridade. Mas queremos que haja uma via profissionalizante que também seja oferecida».

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Sobre o ensino vocacional, «uma experiência-piloto» que o MEC adotou este ano letivo, Nuno Crato fez um balanço positivo.

«Esta experiência está a correr muito bem. São 13 escolas, que têm tido o apoio de mais de 100 empresas. Esta colaboração empresas-escolas permite fazer que os jovens que escolham esta via saiam desta escolaridade com maior capacidade de emprego e de trabalho e tenham maior sucesso».

O governante explicou que a via vocacional não obriga a seguir o ensino profissional. Apesar de alguns jovens «terem necessidade de um ensino mais prático em determinada altura», podem «mais tarde decidir se querem seguir a via científico-humanístico».

Vários intervenientes ligados ao projeto do ensino vocacional estiveram hoje reunidos na Escola Secundária Eng. Calazans Duarte, na Marinha Grande, para partilharem experiências e levantarem algumas questões sobre o projeto.

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