Covid-19: Hospital de Almada fecha urgência e consultas de pediatria por caso de Ómicron

Agência Lusa ATUALIZADA ÀS 20:57

O caso está ligado ao surto na Belenenses SAD. O hospital detetou um caso e aplicou a medida de isolamento profilático imediato a todos os contactos de risco

Os serviços de urgência pediátrica e consulta externa de pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada, encerram a partir de esta terça-feira e por um período de 14 dias na sequência de um caso de covid-19 da variante Ómicron. O caso está ligado ao surto na Belenenses SAD, disse o presidente do Conselho de Administração da unidade hospitalar.

“Está relacionado com o surto conhecido da Belenenses SAD”, disse Luís Amaro em declarações à agência Lusa.

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Em declarações à CNN Portugal, a delegada de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal, Lina Hernandez, revelou que o surto teve origem no médico da Belenenses SAD e que 97 pessoas estão em isolamento, 28 profissionais de saúde do Garcia de Orta, 22 profissionais do ACES e 47 pessoas entre utentes e acompanhantes. 

Segundo o Hospital Garcia de Orta (HGO), os dois serviços encerram temporariamente a partir de hoje às 22:00 devido a um caso confirmado de covid-19, num profissional de saúde, em funções no hospital e ligado ao surto já conhecido da variante Ómicron em Portugal. 

O hospital aplicou a medida de isolamento profilático imediato a todos os contactos de risco identificados, cumprindo assim as orientações da autoridade de saúde.

Em comunicado, o hospital adianta que foram detetados 28 contactos de risco entre os profissionais de saúde, os quais estão a ser acompanhados pelo Departamento de Saúde Ocupacional da unidade hospitalar e que vão permanecer em isolamento profilático durante 14 dias.

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Todos os profissionais identificados como contactos de risco realizaram teste PCR, para pesquisa de SARS-CoV2, e até ao momento não foram confirmados resultados positivos.

Foram igualmente identificados 28 utentes, considerados contactos de risco, em ambulatório, que já estão a ser seguidos pela autoridade de saúde local.

No Serviço de Pediatria do HGO vão manter-se em funcionamento o Internamento, Urgência Interna, Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos e Neonatais, Centro de Desenvolvimento da Criança Torrado da Silva e Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência.

No caso de situações que requeiram atendimento urgente de crianças em idade pediátrica, em unidade de saúde hospitalar, os utentes devem dirigir-se para atendimento nos hospitais da Península de Setúbal, bem como no Hospital D. Estefânia (Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central), no Hospital de Santa Maria (Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte) ou no Hospital S. Francisco Xavier (Centro Hospitalar Lisboa Ocidental), este último no período diurno.

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O HGO apela à população que, em caso de situação de doença aguda, em crianças em idade pediátrica, recorra, em primeiro lugar, aos centros de saúde do ACES Almada-Seixal, para atendimento entre as 08:00 e as 20:00, nos dias úteis.

Aos fins de semana e feriados podem deslocar-se aos serviços de Atendimento Complementar do Centro de Saúde da Amora (Seixal) ou do Centro de Saúde Rainha D. Leonor (Almada), das 10:00 às 17:00.

“O Hospital Garcia de Orta ativou todos os procedimentos necessários para garantir a prestação dos melhores cuidados de saúde à sua população, no respeito pelos níveis de qualidade e segurança estabelecidos, estando em permanente contacto com a Autoridade de Saúde Local, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Direção Geral da Saúde e tutela, prosseguindo as orientações que venham a ser emitidas”, refere a unidade hospitalar em comunicado.

A covid-19 provocou pelo menos 5.206.370 mortes em todo o mundo, entre mais de 261,49 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.441 pessoas e foram contabilizados 1.147.249 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul, tendo sido identificados, até ao momento, 13 casos desta nova estirpe em Portugal.

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