Conhecida por “dizer as coisas como os malucos” e não ter papas na língua, a socialista disse que pensa pela própria cabeça e, para a ajudar, muito contribuiu a natação do Sport Algés Dafundo, que lhe deu costas largas, bastante úteis na vida política.

Ana Gomes recusa que faça oposição ao Partido Socialista, de que faz parte, porque se trata de um partido plural, para discutir políticas e ideias sobre como fazer o melhor dos recurso do país. O papel da oposição, diz, pertence à direita que sobra no parlamento.

Quem (ainda) faz parte dessa direita é o CDS… Ana Gomes estava na Indonésia aquando do referendo da independência de Timor Leste, portanto tem experiência em ambientes tumultuosos… Quem estará pior, Indonésia ou o Largo do Caldas? A ex-eurodeputada acredita que Paulo Portas irá resolver a situação, ou não fosse o CDS conhecido por ser o partido do ex-ministro da Defesa.

José Sócrates também foi tema de conversa. Ana Gomes foi uma das primeiras pessoas em Portugal a desconfiar do ex-primeiro-ministro. De onde vem o sexto sentido? Ana Gomes não sabe dizer ao certo, mas afirmou que bastou olhar para as casas assinadas por José Sócrates na Covilhã, que assustavam qualquer um; ouvir as escutas em que se falava do plano de Sócrates e Portas para substituir Souto Moura na Procuradoria Geral da República por um “fantoche”; ou ver a PT a vender a VIVO à Oi… sem pagar impostos.

Tempo para uma última provocação. Ana Gomes e Durão Barros partilham um percurso político semelhante: ambos começaram no MRPP, fizeram carreira na Europa… para quando Ana Gomes na Goldman Sachs?