O primeiro-ministro defendeu esta quarta-feira que Portugal tem de "pedalar com mais força" para contrariar uma fase "menos animadora da economia mundial" e para continuar na "trajetória de convergência com a União Europeia".

Nesta fase em que a economia mundial dá sinais menos animadores, temos que pedalar com mais força para contrariar as tendências que vêm de fora e conseguirmos suportar, com a nossa capacidade de consumo e de investimento estratégico, o potencial de desenvolvimento e de crescimento económico para sustentar a dinâmica que temos tido e que temos de ser capazes de manter", alertou António Costa.

O primeiro-ministro, que discursava no porto de mar de Viana do Castelo, durante a consignação da obra do acesso rodoviário aquela infraestrutura portuária, referiu que "não é nenhuma fatalidade para o país, fazendo parte do euro, hesitar entre crescer ou ter contas desequilibradas, entre estar no euro ou ser capaz de continuar a convergir com a União Europeia".

Já percebemos que não há fatalidade. Só é preciso que haja boas políticas para podermos ter bons resultados. E quando os resultados são bons há que prosseguir as políticas que os permitem alcançar. Hoje, felizmente, temos a margem para fazer mais daquilo que é necessário fazer que é, investir nas infraestruturas que ajudam a reforçar e a potenciar o investimento privado já realizado, e a potenciar o nosso crescimento, da nossa economia com uma base exportadora forte", sustentou.

 

Há boas razões, não para descansarmos, mas para estarmos confiantes de que, se fizermos o que é necessário fazer, iremos chegar a bom porto e continuar a assegurar uma trajetória de convergência com a União Europeia que tem que ser a nossa ambição coletiva", acrescentou.

"Comissão assinala o bom desempenho da economia portuguesa"

O Ministério das Finanças divulgou esta quarta-feira, através de um comunciado, que a Comissão Europeia considerou, no quadro do Semestre Europeu, que Portugal continua a fazer progressos significativos na correção dos desequilíbrios macroeconómicos acumulados no passado.

A Comissão assinala o bom desempenho da economia portuguesa, acompanhado da diminuição do endividamento público e privado, forte criação de emprego e diminuição do desemprego, bem como o progresso significativo alcançado no processo de consolidação orçamental", pode ler-se na nota.

O governo destacou ainda que a economia portuguesa está a crescer há 21 trimestres, "convergindo com a média da zona euro há dois anos consecutivos". Quanto ao crescimento do PIB em 2018, o comunicado refere que continua a ser acompanhado pelo crescimento do emprego (foram criados mais 110 mil empregos) e a redução do desemprego (menos 73 mil desempregados).

Estes desenvolvimentos ocorrem em paralelo com uma trajetória de reequilíbrio das contas públicas e manutenção do equilíbrio das contas externas", salienta o documento.