#BES

16 Abril 2015

AO MINUTO

14:29

Termina a apresentação e discussão do relatório preliminar da comissão de inquérito ao BES
Seguem-se as sugestões dos deputados, que terão de chegar ao relator até dia 23. Serão depois discutidas e o relatório final será votado e apresentado no dia 29 de abril
14:28
«Para o deputado relator não termina aqui a comissão. Começa a nova fase. Para a semana, cá estarei  para recolher os vossos contributos, para um relatório que espero que não seja mau». «Para além do enorme apreço que tenho pelo nosso presidente, quero salientar a dedicação da comunicação social. Foram grandes companheiros de trabalho. Viciei-me nos briefings diários sobre o BES». Deputado relator contou o tempo das audições: «Foram 15.830 minutos e consegui estar presente em todos»
14:22
Pedro Saraiva assinala que as recomendações do relatório também versam sobre a importância de melhorar a «literacia financeira» dos portugueses
14:19
«É claro que qualquer intervenção teria riscos e há uma secção dedicada a aspetos de litigância», esclarece. Isso consta no relatório, embora não no resumo apresentado pelo relator, como observou Mariana Mortágua
14:17
«Em relação ao papel comercial, penso que a análise é relativamente equilibrada» no relatório, defende Pedro Saraiva, argumentando que «nem tudo aquilo que está neste momento em insolvência deixará de gerar meios», aludindo à ESI
14:16
Pedro Saraiva responde a Mariana Mortágua, dizendo que «nesta última década foi sobretudo a área financeira a deslocar meios para a área não financeira, mas é verdade» que isso dependeu das alturas
14:15
«Dito isto, acho que no geral os propósitos da comissão de inquérito foram cumpridos. Foi um exercício bastante admirável de democracia de que nos devemos orgulhar, e o trabalho de todos os deputados, mas também da inteligência discreta do senhor presidente da comissão, e já agora o continuado interesse da comunicação social». Fernando Negrão: «O que me interessa é que sou inteligente e discreto», brinca
14:13
«Outra coisa que gostava de dizer, mas não percebo a minha letra», diz Mariana Mortágua, pensativa e em jeito de brincadeira, ganhando tempo para formular o seu raciocínio. A deputada defende consequências práticas, mais do que uma mera discussão e tentativa de influência da comunidade internacional no que toca a abolir os conglomerados mistos. «Temos de ser consequentes nas recomendações»
14:10
Problema não está só na estrutura de supervisão, mas nas regras de funcionamento, também, defende Mariana Mortágua
14:10
Relativamente às conclusões, a deputada do BE diz que o que permitiu o dinheiro circular para offshores foi uma «estrutura legal» permissiva. «Até incentiva comportamentos deste género e tem de ser criticada severamente. É uma análise que temos de fazer. É central para o BES e para as dificuldades que a justiça encontrará para chegar à verdade, tal é a opacidade desta rede». «Acho legítimo exigir ética e responsabilidade à banca. Todas as pessoas que passaram por esta sala eram éticas e sérias até deixarem de o ser. Nunca ninguém pôs em causa»
14:07
«Noto que falta, no resumo que nos mandou, detalhe nos riscos da opção de criar o Novo Banco»: a litigância, se o sistema financeiro tem capacidade para acumular perdas, impactos para os contribuintes, entre outros, adverte Mariana Mortágua 
14:06
«Este problema não se resolve caso a caso. Já se percebeu que há uma tendência, que há pessoas que não têm um e-mail que prove». É preciso «resolver» o problema e «ser duro» com o Banco de Portugal, defende. Lembra que o BdP criou expectativas. «Aí, mais uma vez, falhou. Falhou nas expectativas e na tranquilização»
14:05
«Eu não acho que todas as pessoas tenham de ser pagas pelo facto de terem sido enganadas». À ESI caberia essa responsabilidade. «O que confere ao BES e ao Novo Banco uma obrigação ou não é o facto de o banco ter feito provisões e ter dito publicamente que era da sua responsabilidade»
14:04
«Também é responsabilidade do governo e da ministra das finanças ser garante da estabilidade financeira. Escolheram não as exercer. Tal como a troika, que tinha uma função a esse nível que falhou redondamente. Temos de avaliar a troika», também, atira a deputada bloquista
14:02
Do BES saíram quadros para quase todos os governos constitucionais, lembra Mariana Mortágua. «Isto é um facto. Ligação entre a banca e o poder político pode levar a complacências»
14:01
«Nas causas da permeabilidade do Banco de Portugal a Ricardo Salgado há um dilema»: tem à sua frente uma pessoa que pode pôr em causa a estabilidade do sistema financeiro, ao mesmo tempo que retirá-la podia ter esse impacto, diz Mariana Mortágua
14:00
Em relação ao Banco de Portugal, entende que há conclusões «um pouco brandas»: «Não devemos ser complacentes com o Banco de Portugal que tem à sua frente um banqueiro que recebe uma liberalidade de 14 milhões sem explicar. BdP foi confrontado com esse facto. Não é aceitável que assim se tenha passado. Devemos analisar com cuidado porque é que BdP se deixou, não vou dizer chantagear, mas levar por Ricardo Salgado»
14:00
Mariana Mortágua dá o exemplo da ESI, tida como parte não financeira, mas salienta que não é assim, também abarca a parte financeira. 
13:58
Pedro Saraiva compromete-se a analisar a documentação que o PCP diz ter em sua posse, quanto às empresas para onde terão ido os créditos do BES ao BESA.
13:58
A vez de Mariana Mortágua (BE), que cumprimenta relator pelo trabalho, «até para memória futura, para a história do país». Deputada do BE elogia «imparcialidade» de Pedro Saraiva, mas salienta: «Temo que possa ter conduzido nalguns casos a ser brando ou injusto»
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