EUA atacam Síria em resposta a ataque químico

AO MINUTO: Ataque norte-americano surge na sequência dos "horríveis acontecimentos" de terça-feira. Há pelo menos seis mortos e seis aviões ficaram destruídos. O mundo reage
07 Abril 2017

AO MINUTO

13:56

Reação do Canadá

O Canadá "apoia totalmente" a ação dos Estados Unidos para "degradar a capacidade" do regime de Assad efetuar ataques químicos. 

13:43

Reação da UE

A chefe da diplomacia europeia confirma que a UE foi informada do ataque e que se mantém contra uma solução militar para o conflito.

Federica Mogherini acrescentou que o uso de armas químicas configura um crime de guerra.

 

13:06

Parlamento português condena ataque com armas químicas

O parlamento português condenou hoje o "ataque com armas químicas na Síria", apesar dos votos contra do PCP e de "Os Verdes" ao texto conjunto apresentado pelo PS e PSD.

Os comunistas também apresentaram um voto contra a "agressão ao povo da Síria" e "as operações de desestabilização visando sabotar as negociações de paz", mas o texto foi rejeitado por sociais-democratas, socialistas e democratas-cristãos, além das abstenções de BE e PAN.

12:24

Novas imagens após o ataque

Rússia divulga imagens da base aérea após o ataque:

12:23

Reação de Merkel

A chanceler alemã considera o ataque "compreensível" dada "a dimensão dos crimes de guerra" cometidos pelos regime sírio.

 

Angela Merkel justificou ainda o ataque com "o sofrimento de inocentes" e "o bloqueio" do Conselho de Segurança da ONU.

 

 

12:22

A reação de Assad

A presidência síria classificou o ataque dos EUA como uma “agressão imprudente e irresponsável”.

 

O gabinete de Assad acusa os norte-americanos de se terem deixado levar por uma “campanha de falsa propaganda”.

12:16

Reação de Espanha

O Governo espanhol considerou que o bombardeamento dos Estados Unidos “é uma resposta medida e proporcionada” à utilização pelas forças armadas sírias de armas químicas contra a população civil do país.

 

O Executivo de Mariano Rajoy acrescentou, através de um comunicado, citado pela agência espanhola Efe, que a operação dos Estados Unidos “é uma ação limitada no seu objetivo e meios” e sublinhou que se tratou de um ataque contra uma base militar, “não contra objetivos civis”.

 

Madrid fez ainda saber que mantém uma “sólida lealdade” em relação aos seus aliados e é defensora de uma “ação internacional concertada”, pelo que lamenta que o bloqueio do Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação ao conflito da Síria não a tenha permitido.

11:52

Ataque a Khan Sheikhoun

Aviões russos ou sírios atacaram esta sexta-feira a cidade de Khan Sheikhoun, que foi alvo do ataque químico de terça-feira.

 

A investida ocorreu após o ataque norte-americano à base aérea de onde terá saído esse ataque químico.

 

Não há notícia de vítimas hoje em Khan Sheikhoun, apenas danos materiais.

 

 

11:45
VÍDEO

Imagens que mostram Síria após o ataque dos EUA

EUA atacam base militar síria em Homs com cerca de 60 mísseis. No entanto, a Rússia diz que apenas 23 mísseis atingiram os alvos

7 abr 2017, 11:36
11:39

Nova imagem da base aérea atacada

 

Похоже ракет 20 долетели до цели. Где остальные? #shayratairbase #syria #usa #Russia24 #Россия24

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11:38

Ajuda humanitária não foi afetada

O coordenador de assuntos humanitários da ONU confirmou que o ataque não teve “qualquer consequência direta” nas operações de ajuda humanitária na Síria.

 

 

Jens Laerke afirmou ainda que este tipo de violência “não é novo” neste país.

11:35

Reação da NATO

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, atribuiu ao presidente sírio a “total responsabilidade” do ataque.

 

“Qualquer uso de armas químicas é inaceitável e não pode ficar sem resposta. Os culpados devem ser responsabilizados.”

 

 

Stoltenberg também confirmou que foi avisado dos ataques.

11:28

EUA "aliados de terroristas"

O comando do exército da Síria qualificou o ataque "uma agressão" e afirmou que, com esta ação, Washington tornou-se "num aliado de terroristas".

 

O ataque contra a base aérea de Shayrat resultou em pelo menos seis mortos, dezenas de feridos e "grandes perdas materiais", disse um porta-voz do comando, numa declaração feita a partir de Damasco e difundida pela televisão oficial.

 

O porta-voz afirmou que o ataque "faz dos Estados Unidos um aliado" do grupo extremista Estado Islâmico (EI) e da Frente Al-Nosra, nome que usava a atual Frente de Conquista do Levante até que se desligou da rede terrorista Al-Qaida em julho passado.

11:27

Rússia promete reforço da defesa antiaérea da base

A defesa anti-aérea das forças armadas sírias será “reforçada”, no seguimento dos bombardeamentos norte-americanos contra a base aérea síria de Shayrat, anunciou hoje o porta-voz das forças armadas russas.

 

“Serão tomadas várias medidas o mais depressa possível para proteger as infraestruturas sírias mais sensíveis e melhorar a eficácia do sistema de defesa antiaérea das forças armadas sírias”, declarou à comunicação social o porta-voz das Forças Armadas russas, Igor Konachenkov, citado pela agência France Press.

 

11:25

Portugal "compreende" ataque dos EUA

Portugal "compreende" os aliados que actuam em retaliação a "crimes de guerra", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, sublinhando que são precisas posições unidas da ONU e da União Europeia.

 

"Portugal compreende as posições dos seus aliados que são posições que procuram medidas de retaliação a crimes de guerra. Aguardamos ainda informação por parte das autoridades norte-americanas e aguardamos ainda as discussões no seio do Conselho de Segurança (ONU) e estamos ainda em consulta no quadro dos nossos aliados europeus para que possa haver uma posição unida e uma reação da Europa. Estamos ainda nesse processo de consulta", acrescentou o ministro Augusto Santos Silva.

 

 

Sobre o ataque químico atribuído às forças sírias, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que há uma investigação em curso no Conselho de Segurança mas que todos os sinais "indiciam que no ataque de que resultaram cerca de 90 mortos na Síria", terça-feira, foram "flagrantemente violadas" as leis da guerra, designadamente por via do uso das armas químicas.

11:22

Reação da Comissão Europeia

A Comissão Europeia garante que os EUA lhe prometeram que os ataques na Síria foram limitados e com o objetivo de evitar futuros ataques químicos.

 

Assim, o presidente Juncker “compreende os esforços” norte-americanos neste sentido.

 

"Há uma clara distinção entre ataques aéreos sobre alvos militares e o uso de armas químicas contra civis", disse Juncker, num comunicado hoje divulgado, em Bruxelas.

11:19

Rebeldes sírios estão "rejubilantes" com o ataque

Informação dada no Twitter por um correspondente da BBC 

11:18

Putin reúne conselheiros de segurança

O presidente russo, Vladimir Putin, vai realizar uma reunião do seu conselho de segurança para discutir o ataque de hoje.

 

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o risco de colisão entre as forças aéreas norte-americanas e russas “aumentou significativamente”.

 

A mesma fonte acusou os EUA de, com este ataque, favorecerem os interesses do Estado Islâmico e de outros grupos terroristas.

 

Peskov informou ainda que vai manter abertos os canais de comunicação militares com os EUA, mas que não vai trocar informação através deles.

11:09

Nove civis mortos

A agência de notícias estatal síria garante que o ataque norte-americano matou nove civis, incluindo quatro crianças, nas áreas próximas da base aérea atacada.

 

"A agressão norte-americana provocou a morte de nove civis, incluindo quatro crianças, fez sete feridos e provocou importantes estragos em habitações das aldeias de Al-Shayrat, Al-Hamrat e Al-Manzul", próximas da base atacada, escreveu a agência.

 

O texto não precisa se este balanço inclui os seis mortos anteriormente anunciados pelo exército sírio.

11:06

O aviso à Rússia

A linha de comunicação entre os Estados Unidos e a Rússia utilizada para proteger os pilotos de ambos os lados na guerra da Síria foi acionada antes do ataque norte-americano à base aérea síria de Shayrat.

 

A chamada “linha de não-conflito” (“deconfliction line”, na denominação em inglês) é operada pelo comando central das forças armadas norte-americanas na base aérea de al-Udeid, no Qatar e serve como uma ligação crucial que impede a colisão dos aviões russos e norte-americanos no congestionado espaço aéreo sírio ou um ataque direto entre as duas potências.

 

De acordo com o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, citado pela agência Associated Press, “os estrategos militares norte-americanos tomaram precauções para minimizar o risco para o pessoal russo ou sírio estacionado na base aérea” bombardeada, situada na província síria de Homs.

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