Últimas Covid-19

Todas as notícias sobre o novo coronavírus que está a preocupar as autoridades a nível mundial.
23 Outubro 2020
11 ago, 12:32

Dois projetos de portugueses entre 23 selecionados para fundos da UE

A Comissão Europeia anunciou hoje os 23 projetos selecionados para receber financiamento total de 128,2 milhões de euros, no âmbito do combate à pandemia da Covid-19, dois dos quais liderados por equipas portuguesas.

Os 23 projetos pré-selecionados para financiamento envolvem 347 equipas de investigação de 40 países, incluindo 34 participantes de 16 países fora da União Europeia e serão financiados pelo programa Horizonte 2020.

Os projetos de investigação liderados por equipas portuguesas são o ICU4Covid Cyber-Physical Intensive Care Medical System for Covid-19, da UNINOVA-Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e o INNO4COV-19 Boosting Innovation for COVID-19 Diagnostic, Prevention and Surveillance, do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia – INL.

Foram ambos selecionados na categoria do desenvolvimento de tecnologias médicas e de ferramentas digitais para melhorar a deteção, a supervisão e a assistência aos doentes — graças, entre outros, ao desenvolvimento de novos dispositivos que permitam um diagnóstico mais rápido, mais barato e mais fácil (incluindo à distância) e de novas tecnologias que protejam os trabalhadores do setor da saúde.



AO MINUTO

09:40

Movimentações de carga e passageiros no porto de Díli reduzidas devido à pandemia

A pandemia da covid-19, especialmente entre abril e junho, fez baixar as operações portuárias do porto de Díli, tanto em termos de carga como de passageiros, segundo dados da autoridade portuária a que a Lusa teve acesso.

Os dados indicam que nos primeiros nove meses do ano o porto de Díli movimentou um total de 31.106 contentores, menos 525 contentores (1,67%) do que em igual período do ano passado.

A queda deveu-se, em particular, à descida de quase 11% no número de contentores exportados (menos 1.328 para um total de 10.865), com uma subida ligeira de 0,46% para 15.857 no número de contentores importados.

Uma análise detalhada dos dados mostra que entre abril e junho a movimentação de contentores ficou aquém da média mensal (cerca de 3.400), registando apenas cerca de 2.600 por mês.

Valores que se verificaram tanto nos contentores importados como exportados.

Em termos de volume, porém, a queda foi ainda mais significativa, com uma redução de quase 32% ou menos 89 mil toneladas para apenas 195 mil toneladas, em contraste com as quase 285 mil toneladas movimentadas nos primeiros nove meses de 2019.

O porto de Díli movimentou menos quase 4.000 toneladas de arroz (menos 6,18%) para um total de 63,2 mil toneladas e menos 10.800 toneladas de cimento, uma queda de 7,68% para 130,4 mil toneladas.

Em termos da restante carga a descida foi de 88% para apenas 5,5 mil toneladas, em contraste com as quase 44 mil toneladas importadas entre janeiro e setembro de 2019.

Registou-se igualmente uma queda acentuada na importação de madeiras, com uma descida de 77% para 315 toneladas, menos 1.062 toneladas que no ano passado.

Em sentido inverso esteve apenas o combustível, com Timor-Leste a importar desde o inicio do ano mais de 1,1 mil milhões de quilolitros, grande parte no mês agosto, o que representa 6,5 vezes mais que no primeiros nove meses de 2019.

Os efeitos da pandemia, especialmente nos meses de abril e maio fizeram-se igualmente sentir no número de passageiros, carga e veículos transportados entre Díli e a ilha de Ataúro e o enclave de Oecusse.

Assim, entre janeiro e setembro viajaram 65.900 passageiros domésticos, menos 22,44% ou 19 mil passageiros que em igual período do ano passado, ou uma média mensal de 7.300.

As quedas mais acentuadas ocorreram em abril e maio quando apenas viajaram respetivamente 506 e 3.876 pessoas, tendo os números mais elevados do ano ocorrido em agosto (11 mil) e setembro (13 mil).

Os meses de agosto e setembro foram os de maiores movimentações no porto, tanto em termos de carga como de passageiros.

09:28

Rússia atinge novo recorde diário com 17.347 novos casos

A Rússia registou 17.347 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde diário de casos desde o início da pandemia, informaram as autoridades sanitárias russas.

Os óbitos por covid-19 registados durante as últimas 24 horas na Rússia ascenderam a 219, o que perfaz um total de 26.269 mortes causadas por esta doença, de acordo com as estatísticas oficiais.

Moscovo, o maior foco de infeção do país desde o início da epidemia, somou 5.224 novos casos e 62 mortes por coronavírus à sua contagem diária.

Para conter a epidemia, a Câmara Municipal de Moscovo ordenou o teletrabalho para pelo menos 30% dos trabalhadores de empresas e organizações nos casos em que não afeta o seu funcionamento e recomendou os cidadãos com mais de 65 anos e os doentes crónicos a ficarem em casa.

As autoridades da capital, que já montaram vários hospitais de campanha, garantem que as infraestruturas de saúde de Moscovo, com cerca de 13 milhões de habitantes, estão em condições de resistir a esta vaga de novo coronavírus.

A segunda cidade russa mais atingida pela epidemia é São Petersburgo, a ex-capital imperial, que embora nas últimas 24 horas não tenha registado nenhuma morte por covid-19, atingiu um novo máximo de casos positivos diários: 715.

Moscovo e São Petersburgo acumulam 38,3% do total de mortes por covid-19 no país: 24,5 e 13,8%, respetivamente.

O governo russo descartou, por enquanto, a imposição de medidas drásticas, como o recolher obrigatório ou o confinamento, que já estão a ser aplicadas e vários países europeus.

Com um total de 1.531.224 casos, a Rússia é hoje o quarto país do mundo, depois dos Estados Unidos, Índia e Brasil, em número de casos positivos para o novo coronavírus.

09:05

Adesão da Guiné Equatorial à Transparência dos Recursos Naturais anulada por falta de informação

A Iniciativa para a Transparência nas Indústria Extrativas (EITI) disse hoje que a proposta de adesão da Guiné Equatorial foi anulada por falta de informação, que não foi enviada por causa da pandemia de covid-19.

"Desde fevereiro de 2020, o Secretariado não recebeu informações adicionais por parte da Guiné Equatorial para completar a candidatura original de adesão", disse a porta-voz à Lusa, apontando que "em setembro o Governo informou a EITI que não conseguia fazer mais progressos nos requisitos por cumprir devido à pandemia de covid-19".

Assim, continuou, "a candidatura de adesão enviada em outubro de 2019 tornou-se obsoleta e na 4ªº reunião da administração, na semana passada, a direção encorajou a Guiné Equatorial a enviar uma nova candidatura, tendo recebido como resposta das autoridades que o Governo vai continuar a preparação para enviar um novo pedido de adesão, mas ainda sem um calendário definido".

A Guiné Equatorial submeteu uma proposta de adesão à EITI a 26 de outubro do ano passado, que foi discutida na reunião de administração em fevereiro deste ano, tendo sido decidido que a candidatura "não tinha mostrado provas suficientes para demonstrar o empenho no cumprimento de três dos cinco requisitos obrigatórios", lembrou a porta-voz nas declarações à Lusa.

"Consequentemente, o Secretariado procurou recolher informação adicional e opiniões dos agentes sobre o processo da EITI na Guiné Equatorial", acrescentou a responsável, vincando que "desde fevereiro de 2020 o Secretariado não recebeu informação adicional da Guiné Equatorial para completar a sua candidatura".

O Secretariado, concluiu, "vai apoiar a Guiné Equatorial na atualização do seu plano de trabalho, que vai definir como a adesão vai ser implementada, na prática, no país".

A EITI é uma organização com sede em Oslo, na Noruega, que garante um conjunto de informação relativamente ao processo de extração, distribuição e comercialização dos recursos naturais, através da adesão voluntária dos países.

No caso da Guiné Equatorial, a adesão à EITI foi uma das condições apresentadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para o programa de ajuda financeira, no valor de 282,8 milhões de dólares, cerca de 238 milhões de euros, que foi aprovado em dezembro do ano passado.

08:47

Voos comerciais não serão autorizados em Timor-Leste até final do estado emergência

As autoridades timorenses não autorizarão voos comerciais enquanto durar o estado de emergência decretado devido à pandemia da covid-19, porque isso implicaria regularizar os transportes aéreos, disse à Lusa o ministro da tutela.

“Voos comerciais não se autorizam porque vão contra o espírito do estado de emergência. Autorizar voos comerciais significaria a normalização do tráfego aéreo. E não vamos fazer isso agora”, afirmou o ministro dos Transportes e Comunicações, José Agustinho da Silva.

O governante respondia assim a perguntas da Lusa sobre pedidos de autorização feitos por companhias aéreas que pretendem realizar pelo menos um voo comercial mensal, para permitir mobilidade de cidadãos timorenses e estrangeiros de e para Timor-Leste.

Ainda que não autorize voos comerciais, José Agustinho da Silva disse que continuarão a ser permitidos voos “essenciais”, recordando que várias viagens foram já organizadas nos últimos meses.

Para que os voos “essenciais”, que incluem solicitados por embaixadas para repatriação de cidadãos estrangeiros, um pedido é feito pela respetivamente embaixada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que depois o canaliza, “para coordenação”, com os Ministérios do Transporte e Comunicações, do Interior e da Saúde e os reguladores do setor.

Entre os voos considerados essenciais estão voos de emergência, como os operados pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), voos de evacuação médica ou outros usados para transporte de pessoas ou carga.

Timor-Leste está sem voos comerciais regulares desde março e o Governo voltou a solicitar ao Presidente da República a extensão durante 30 dias, e pelo sétimo período, do estado de emergência que termina no início de novembro.

07:50

Alemanha regista 8.685 novas infeções nas últimas 24 horas

A Alemanha registou 8.685 novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, um número muito abaixo do balanço de sábado (11.176), porque nem todos os estados federados comunicam os dados no fim de semana.

No entanto, o Instituto Robert Koch (RKI) de virologia já tinha assinalado que no sábado o número de novos positivos tinha disparado por incluir vários casos registados na quinta-feira, devido a um problema técnico no servidor, que levou a que os dados fossem comunicados tardiamente e não entrassem na contagem de sexta-feira.

O número de novas infeções registadas hoje é o dobro dos 4.325 novos casos contabilizados na segunda-feira da semana passada.

Segundo os dados do RKI atualizados, o número total de casos positivos desde a primeira infeção registada no país, no final de janeiro, é de 437.866, com 10.056 mortes, mais 24 que nas 24 horas anteriores.

Cerca de 326.100 pessoas já recuperaram da doença.

07:49
07:49

Índia com 480 mortos e 45.148 casos nas últimas 24 horas

A Índia registou 480 mortos e 45.148 infetados com covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde indiano.

Desde que a pandemia chegou ao país, a Índia diagnosticou mais de 7,9 milhões de infeções (7.909.959), que provocaram 119.014 mortes.

Apesar de uma redução gradual do número diário de casos nas últimas semanas, a Índia continua a ser o segundo país do mundo com mais infeções, a seguir aos Estados Unidos, atualmente com mais de 8,6 milhões de casos.

A capital indiana registou mesmo um aumento do número de casos, com quase 4.000 novas infeções nas últimas 24 horas, o balanço diário mais elevado das últimas cinco semanas.

Os festivais hindus e a poluição do ar, causada pelo trânsito e incêndios agrícolas, também preocupam técnicos de saúde, que temem um aumento do número de casos.

"Quando se tem níveis elevados de poluição atmosférica, vê-se um aumento de infeções graves por covid-19", disse Randeep Guleria, perito de saúde governamental, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

Alguns especialistas defendem que a redução do número de casos nas últimas semanas indica que a pandemia já atingiu o pico na Índia, enquanto que outros questionam a fiabilidade dos testes de antigénio usados, mais rápidos mas menos precisos que os tradicionais testes RT-PCR.

07:37

Estado australiano foco da pandemia levanta confinamento a partir de terça-feira

O estado australiano de Vitória, epicentro da segunda vaga de covid-19 na Austrália, anunciou hoje o levantamento do confinamento a partir de terça-feira, depois de não ter registado quaisquer novos casos nas últimas 24 horas.

Lojas, restaurantes e cafés em Melbourne, capital do estado de Vitória e segunda cidade mais populosa do país, reabrirão à meia-noite de terça-feira, e os habitantes serão novamente autorizados a circular na cidade, anunciaram hoje as autoridades locais.

"Podemos dizer que agora é o momento de abrirmos", disse o chefe de governo de Victoria, Daniel Andrews, visivelmente emocionado, numa conferência de imprensa em Melbourne, recordando que a última vez que o estado registou zero infeções foi em 9 de junho.

O confinamento foi decretado em julho, quando o número de novos casos era de cerca de 190 por dia, número que subiu para 700 em agosto.

Andrews explicou que os quase cinco milhões de habitantes poderão sair às ruas por qualquer motivo a partir da meia-noite de terça-feira.

No entanto, o limite para deslocações num raio de 25 quilómetros, tal como a proibição de sair da cidade, vão manter-se até 8 de novembro, de acordo com a mesma fonte.

Apesar da eficácia das medidas para conter a primeira vaga da doença causada pelo novo coronavírus, Melbourne sofreu um surto de casos no verão, sobretudo devido à negligência em hotéis onde as pessoas regressadas do estrangeiro cumpriram a quarentena obrigatória.

Os cinco milhões de habitantes de Melbourne foram sujeitos a severas restrições, incluindo um recolher obrigatório noturno que foi levantado no final de setembro, após quase dois meses.

07:37

Timor-Leste regista um novo caso, importado pela fronteira terrestre

As autoridades timorenses anunciaram hoje um novo caso positivo da covid-19, o 30.º do país desde o início da pandemia.

A coordenadora-geral da Comissão nacional de Controlo do Surto da Covid-19, Odete da Silva Viegas, disse em conferência de imprensa que o novo caso é um homem de 59 anos que entrou no país no passado dia 16 de outubro, tendo viajado depois para Díli onde estava em quarentena.

O paciente começou a mostrar sintomas na semana passada tendo sido testado, com o resultado positivo a ser confirmado hoje, explicou.

Já recuperado e com alta está o 29.º doente infetado, um homem que tinha chegado a Timor-Leste por via aérea, anunciaram hoje as autoridades. O país tem agora um caso ainda ativo.

Atualmente, 362 pessoas estão em quarentena em instalações ou hotéis do Governo, e 263 em autoconfinamento.

O Governo continua a realizar vigilância sentinela nos postos de saúde do país, testando todos os que se apresentam por sintomas de doenças respiratórias.

07:19

Mais 181 mortos e 4.360 casos no México

O México registou 181 mortos e 4.360 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, informaram as autoridades.

O número total de óbitos subiu para 88.924 e o de contágios para 891.160 desde o início da pandemia.

As autoridades adiantaram que 650.355 pacientes já foram dados como recuperados.

A covid-19 é a quarta causa de morte no México, atrás apenas de doenças cardíacas, diabetes e tumores malignos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia.

07:15

China regista 20 novos casos importados

A Comissão de Saúde da China anunciou hoje terem sido identificados 20 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, todos oriundos do exterior.

Os casos 'importados' foram diagnosticados em Xangai (leste), Mongólia Interior (norte), Shaanxi (noroeste), Hebei (norte), Shanxi (noroeste), Guangdong (sul), Sichuan (sudoeste) e Fujian (sudeste).

A cidade de Kashgar, na região de Xinjiang, confirmou a existência de 137 casos assintomáticos, relacionados com uma adolescente infetada, e também sem sintomas, detetada no sábado, durante um exame de rotina.

Após o diagnóstico, as autoridades de saúde lançaram uma campanha de testes em grande escala que prevê abranger 4,7 milhões de pessoas.

A China não inclui pessoas infetadas assintomáticas nas estatísticas oficiais até que apresentem sintomas da doença.

As autoridades disseram que, nas últimas 24 horas, 20 pacientes receberam alta, pelo que o número de pessoas infetadas ativas no país se fixou em 265, incluindo quatro doentes em estado grave.

Desde o início da pandemia, a China registou 85.810 infetados e 4.634 mortos devido à covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

07:15

EUA registam 464 mortos e mais de 64 mil casos nas últimas 24 horas

Os Estados Unidos registaram 464 mortos por covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Com este balanço, o país atingiu os 225.215 óbitos, com mais de 8,6 milhões de casos confirmados desde o início da pandemia, depois de terem sido identificados 64.549 contágios nas últimas 24 horas.

Nova Iorque é o estado com maior número de mortos (33.422). Só na cidade de Nova Iorque morreram 23.963 pessoas.

O Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington estimou que até ao final do ano os Estados Unidos terão ultrapassado as 315 mil mortes, com o número a subir para as 385 mil a 01 de fevereiro de 2021.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos e também com mais casos de infeção confirmados.

07:14

Argentina com 284 mortos e 9.253 casos nas últimas 24 horas

A Argentina registou 284 mortes provocadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, além de 9.253 infeções, segundo as autoridades de Saúde.

Desde o início da pandemia, o país contabilizou 1.090.589 casos confirmados de covid-19 e 28.896 vítimas fatais da doença.

Com 44 milhões de habitantes, a Argentina é o sexto país com mais infeções a nível mundial, depois dos Estados Unidos, Índia, Brasil, Rússia e França, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Em termos de óbitos, a Argentina está em 12.º lugar a nível mundial.

07:14

Estado australiano foco da pandemia sem casos nas últimas 24 horas

O estado australiano de Vitória, foco da segunda vaga da pandemia de covid-19 no país nos últimos meses, não registou novos casos nas últimas 24 horas, anunciaram hoje as autoridades.

Apesar da eficácia das medidas para conter a primeira vaga da doença causada pelo novo coronavírus, Melbourne, a capital de Vitória, sofreu um surto de casos no verão, sobretudo devido à negligência em hotéis onde as pessoas regressadas do estrangeiro cumpriram a quarentena obrigatória.

Os cinco milhões de habitantes de Melbourne foram sujeitos a severas restrições, incluindo um recolher obrigatório noturno que foi levantado no final de setembro, após quase dois meses.

Os residentes foram obrigados a permanecer em casa e só podiam circular num raio de cinco quilómetros.

Algumas restrições foram levantadas na semana passada, permitindo aos habitantes jogar golfe ou cortar o cabelo.

Mas a pressão está a aumentar para um levantamento mais amplo das restrições à medida que o número de casos diminui.

Hoje foi a primeira vez, desde o início de junho, que o estado não registou quaisquer novos casos. O confinamento foi decretado em julho, quando o número de novos casos era de cerca de 190 por dia. Este número subiu para 700 em agosto.

O uso de máscara continua a ser obrigatório, os restaurantes só podem ser utilizados para ‘take away’, as lojas não essenciais não foram autorizadas a reabrir, e é proibido sair de Melbourne e dos seus arredores, ou viajar a mais de 25 km de casa.

A Austrália, com uma população de 25 milhões, teve aproximadamente 27.500 casos desde o início da pandemia e 905 mortes devido à covid-19.

22:19

Brasil ultrapassa 157 mil mortes e aproxima-se dos 5,4 milhões de casos

O Brasil totaliza hoje 157.134 mortes e 5.394.128 casos de infeção pelo novo coronavírus, após contabilizar 231 óbitos e 13.493 novos casos nas últimas 24 horas, anunciou o Ministério brasileiro da Saúde.

No momento, as autoridades de saúde brasileiras investigam a possível ligação de 2.390 mortes com a doença causada pelo novo coronavírus, segundo o último boletim epidemiológico.

O número de pessoas que recuperaram da covid-19 no país sul-americano ascende a 4.835.915. Sob acompanhamento médico encontram-se 401.079 pacientes infetados.

A lista de estados com maior número de casos confirmados é liderada por São Paulo, que concentra 1.091.980 casos de pessoas diagnosticadas, sendo seguido pela Bahia (344.705), Minas Gerais (348.804) e Rio de Janeiro (299.380).

Já os estados com mais vítimas mortais são São Paulo (38.747), Rio de Janeiro (20.203), Ceará (9.248) e Minas Gerais (8.770).

A taxa de letalidade da doença mantém-se em 2,9% no Brasil, país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, e a taxa de incidência é agora de 74,8 mortes e 2.566,8 casos por cada 100 mil habitantes.

O Brasil tem, pelo menos, 11 projetos de possíveis vacinas nacionais contra a covid-19, de acordo com um levantamento feito pelo portal de notícias G1, que indica que todos os imunizantes em causa estão a ser desenvolvidos em universidades e instituições de investigação científica públicas do país.

Todos os projetos brasileiros estão ainda nas fases iniciais de investigação e não há previsão para que sejam testados em humanos, nem que tenham os seus estudos concluídos antes das candidatas estrangeiras, que se encontram já na fase final de testagem.

Os 11 projetos estão a ser desenvolvidos em centros de investigação nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná e envolvem algumas das maiores instituições de ciência do país, como o Instituto Butantan, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ou a Universidade de São Paulo (USP).

Até ao momento, o executivo brasileiro prevê ter disponíveis cerca de 140 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 no primeiro semestre de 2021: 100 milhões de doses do imunizante do laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, e 40 milhões via COVAX Facility, iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde.

21:40

Centro Distrital de Retaguarda do Porto recebe primeiros doentes segunda-feira

O primeiro Centro Distrital de Retaguarda covid-19 do Porto, que vai funcionar em Ermesinde, concelho de Valongo, com 50 camas, recebe os primeiros doentes segunda-feira à tarde, revelou hoje o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil.

“Terá 50 camas, numa primeira fase, mas está preparado para passar a 80 se as necessidades assim o exigirem”, disse à agência Lusa Marco Martins, que é também presidente da Câmara Municipal de Gondomar.

O Centro Distrital de Retaguarda covid-19 do Porto vai funcionar no pavilhão 04 do Seminário do Bom Pastor, em Valongo, cedido pela Diocese do Porto.

O espaço, cuja cedência e montagem foi anunciada na última segunda-feira, servirá para receber doentes em condições de continuar a recuperação fora dos hospitais, mas que não tenham retaguarda ou condições em casa ou nas instituições onde vivem.

Marco Martins adiantou que “as primeiras transferências” devem ocorrer segunda-feira “até ao final da tarde”, uma vez que “de manhã a ARS-N [Administração Regional do Norte] fará, junto dos hospitais do distrito, a seleção e hierarquização de prioridades”.

“A prioridade é para quem vem dos hospitais. De manhã será feita essa seleção. Também acautelámos a possibilidade de receber algum caso mais complicado de lares, mas como se sabe está estabelecido que para os lares o primeiro patamar de retaguarda é municipal, passando a distrital em caso de necessidade”, disse Marco Martins.

O autarca falava à Lusa após uma reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil, que decorreu hoje de tarde, e na qual, além de responsáveis da área da saúde e das autarquias, também participou via ‘zoom’ (plataforma ‘online’ à distância) o secretário de Estado Eduardo Pinheiro, que é também responsável pela coordenação da situação de calamidade na região Norte do país.

De acordo com Marco Martins, na reunião “operacional e de coordenação” de hoje também ficou definido “procurar e preparar rapidamente” um segundo Centro Distrital de Retaguarda covid-19 para o distrito do Porto, “possivelmente na região do Tâmega e Vale do Sousa”.

“Este [Seminário do Bom Pastor] é o primeiro centro de retaguarda do país a funcionar nestes moldes. O Porto servirá de piloto para se partir para outras soluções do género. Temos consciência que, com o aumento do número [de infeções], poderemos ter de avançar para mais equipamentos. Esta semana reuniremos para decidir”, disse o autarca.

Na sexta-feira, o secretário de Estado Eduardo Pinheiro disse à Lusa que, no caso do Tâmega e Vale do Sousa, onde se regista um crescente número de infetados, a capacidade do hospital seria reforçada “já nestes dias”.

O governante admitiu que “os números são preocupantes, nomeadamente nos municípios Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira”, concelhos do distrito do Porto para os quais o Conselho de Ministros decretou quinta-feira o dever de permanência no domicílio.

“As medidas vão sendo adaptadas ao conhecimento que existe hoje sobre a covid-19, não há nenhuma razão para que haja uma cerca a nenhum destes municípios”, afirmou Eduardo Pinheiro.

Também na sexta-feira a ministra da Saúde disse que há concelhos na região Norte que “merecem maior preocupação” e estão a ser avaliados “muito concretamente” pelas autoridades de saúde, nomeadamente aqueles que ficam próximos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira.

20:06
VÍDEO

Covid-19: vários hospitais da Grande Lisboa estão no limite das capacidades

É o caso do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, onde 60 das 64 camas para doentes com covid-19 estão ocupadas. O hospitais de Santa Maria e de Lisboa Central não falam em limite, mas a Federação dos Médicos diz que há hospitais a tirar camas de outros serviços.

Ontem às 20:06
20:00
VÍDEO

Covid-19: grupo de extrema-direita tenta quebrar recolher obrigatório em Itália

Perante o aumento de restrições por causa do aumento da covid-19, a população de vários países europeus saiu à rua para protestar contra as medidas. Foram os casos de Polónia ou Itália.

Ontem às 20:00
19:22

Cabo Verde com mais 74 infetados nas últimas 24 horas

Cabo Verde diagnosticou mais 74 infetados por covid-19 nas últimas 24 horas, elevando a 8.396 casos o acumulado desde 19 de março, divulgou hoje o Ministério da Saúde.

Em comunicado, aquele ministério referiu que os laboratórios de virologia do arquipélago processaram 539 amostras desde sábado e 44 deram resultado positivo para o novo coronavírus no concelho da Praia, capital do país, principal foco da pandemia em Cabo Verde.

Ainda na ilha de Santiago foram registados casos positivos de covid-19 nos concelhos de Santa Catarina (7), São Lourenço dos Órgãos (2), Ribeira Grande (1), São Domingos (1), Tarrafal (1), Santa Cruz (1) e São Salvador do Mundo (1).

Foram também diagnosticados novos casos positivos da doença nas ilhas do Fogo (12) e São Vicente (04).

Nas últimas 24 horas ainda foram dados como recuperados da doença 51 casos em todo o arquipélago.

Cabo Verde passa assim a contar com um acumulado de 8.396 casos da doença desde 19 de março, quando foi diagnosticado o primeiro doente com covid-19 no arquipélago, distribuídos por todos os 22 municípios das nove ilhas habitadas do arquipélago, segundo os dados do Ministério da Saúde.

O número acumulado de óbitos por complicações associadas à covid-19 no arquipélago manteve-se hoje nos 94.

O arquipélago conta atualmente com 1.015 casos ativos da doença e 7.285 recuperados, enquanto dois infetados, estrangeiros, foram transferidos para os países de origem.

19:19

Técnicos de Radiologia pedem reforço da “capacidade humana e técnica”

A Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear (ATARP) frisou hoje a necessidade de reforço da “capacidade humana e técnica” deste grupo profissional, que quer “fazer parte da solução na melhoria das condições”.

“A pandemia ocupa um grande lugar de destaque no trabalho dos profissionais e nas equipas multidisciplinares. Será necessário reforçar a capacidade humana e técnica, nomeadamente ao nível de equipamentos”, observou o presidente da associação, Altino Cunha, no final de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para analisar a atual situação pandémica no país.

Esse reforço “deverá passar, numa primeira fase, por uma otimização e rentabilização da capacidade instalada”, de forma a “fazer face às necessidades dos doentes na condição covid-19 e não covid-19”, considerou Altino Cunha, que manifestou na audiência a disponibilidade dos técnicos de radiologia, radioterapia e medicina nuclear no combate à pandemia.

“Não podemos, neste momento, virar as costas ao Serviço Nacional de Saúde”, afirmou, lembrando também a importância de “uma atualização da legislação que regula as competências destes profissionais, que data de 1993 e que não se coaduna com a evolução tecnológica e clínica” na área da saúde.

Altino Cunha destacou o esforço do Governo na “instalação e modernização do parque tecnológico”, mas ressalvou que “mais se deverá e poderá fazer”, entendendo que uma estratégia de rentabilização é “um bom ponto de partida”.

“As equipas devem ser reforçadas de modo a que os tempos de espera, já muito grandes em época pré-covid-19 e que, com a pandemia, se agravaram, sejam repostos para tempos que consideramos clinicamente aceitáveis”, concluiu.

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