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Todas as notícias sobre a pandemia que já matou mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo
04 Janeiro 2021
8 abr 2020, 18:18

Hidrofer lança produção industrial de zaragatoas para testes clínicos

A empresa Hidrofer, em colaboração com o Centro Académico Clínico Algarve Biomedical Centre (ABC) e o Instituto Superior Técnico (IST), avançou esta quarta-feira com a produção industrial de zaragatoas para testes clínicos para a Covid-19, anunciou o Governo.

A Hidrofer estima uma produção diária de mais de 50 mil unidades, uma produção que "vai suprimir as atuais necessidades, sendo o consumo diário atualmente de cerca de 12 mil unidades em todo o país", lê-se num comunicado divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Segundo a entidade tutelada por Manuel Heitor, isto significa que Portugal passa "da importação à exportação de zaragatoas através da colaboração entre a ciência e a indústria".

As zaragatoas são instrumentos essenciais para a colheita de material biológico destinado à realização dos testes para a despistagem de Covid-19, e o excesso de procura no mercado mundial tem tornado complexa a aquisição das mesmas, assinalou o ministério.

"A ABC começou por consultar a listagem de materiais que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), devem ser utilizados nas zaragatoas virais para detetar a Covid-19, e, em articulação com a ‘startup' Mark 6 Prototyping, definiu os materiais indicados para as produzir", informou o executivo.

E acrescentou: "Após os testes de validação, foram estabelecidas com a Hidrofer as linhas estratégicas para a produção massificada".

A Hidrofer dirigiu a sua produção para as zaragatoas de Dacron, a matéria-prima mais adequada para detetar a Covid-19, e o IST vai realizar a sua esterilização, enquanto o ABC vai produzir e disponibilizar o líquido de transporte necessário para colocar a zaragatoa após a sua colheita.

"A formação desta parceria contou com o apoio fundamental da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), através da administradora executiva Elsa Henriques, contando também com a colaboração do presidente do conselho diretivo do ABC, Nuno Marques, e do médico Nuno Morão, do ABC, bem como do administrador da Hidrofer Hélder Silva e do presidente do IST, Rogério Colaço, através dos Laboratórios de Loures", assinalou o Governo.

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (Ana Mendes Godinho), e o secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, visitaram esta quarta-feira, dia do lançamento da nova produção, as instalações da Hidrofer, em Famalicão.



AO MINUTO

23:39

Reforço de medidas do Governo “sem grande inovação”, dizem médicos de Saúde Pública

O reforço de algumas medidas adotadas pelo Governo no período de confinamento geral devido ao contexto pandémico são “uma espécie de clarificação” sem “grande inovação”, disse hoje o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANSMP).

“Houve uma espécie de clarificação de algumas das normas que já estavam em vigor. É um reforçar no sentido de clarificar o que as pessoas devem cumprir, um reforço da fiscalização, mas não pareceu que houvesse grande inovação ou introdução de outras normas”, destacou, em declarações à Lusa, o presidente da ANSMP, Ricardo Mexia.

O médico de saúde pública salientou ainda que há “uma grande apreensão” face “aos próximos dias e semanas”.

“Não estou seguro que haja uma diferença substantiva do ponto de vista da transmissão, em relação às regras que já existiam”, apontou.

Para Ricardo Mexia, “as medidas não podem ser só restritivas” e defende “uma clarificação da comunicação”.

“Não é só através das imposições às liberdades individuais ou à suspensão de determinadas atividades económicas que se faz a resposta. O reforço da resposta, uma clarificação da comunicação, acho que era fundamental, e aqui uma aposta na comunicação também parece-me essencial como já foi dito por muitos autores”, referiu.

O responsável dos médicos de saúde pública alertou ainda para a situação “muito difícil e insustentável” daquele setor pela circunstância de existirem “dezenas de milhares de inquéritos epidemiológicos por fazer”.

“O que seria fundamental para interromper as cadeias de transmissão não é possível ser feito, porque o volume do número de novos casos é enorme e as unidades [de saúde pública] não tem mãos a medir para o trabalho que precisa de ser feito”, realçou.

E criticou ainda uma maior “entropia” devido à participação dos médicos de saúde pública devido às eleições presidenciais e aos votos antecipados.

“Obrigaram os médicos de saúde pública a estarem disponíveis para as questões eleitorais, quando isso não tinha sido acautelado e há um conjunto de matérias que não tem corrido muito bem, também na interação dos profissionais e a tutela”, atirou.

Ricardo Mexia lembrou “a escassez de recursos” que “há muito é referida e que já devia ter sido resolvida” com o recrutamento de pessoas, de forma a receberem formação e a serem “o mais eficaz na realização de inquéritos epidemiológicos e de todas as funções de suporte no âmbito da vigilância epidemiológico”.

“Uma pandemia controla-se a montante das pessoas adoeceram, quando as pessoas adoeceram já nos temos muita dificuldade, porque com números muitos elevados a procura é muito elevada”, defendeu.

O especialista em saúde pública apelou ainda à necessidade da população perceber “o que está em causa” e adotar “medidas de proteção” ao invés de "fazerem as coisas porque há alguma flexibilidade na lei".

23:38

Brasil supera 210 mil mortes e 8,5 milhões de casos no dia em que iniciou vacinação

O Brasil, nação lusófona mais afetada pela pandemia, ultrapassou hoje 210 mil mortes (210.299) e 8,5 milhões de infeções pela covid-19 (8.511.770), momento que coincidiu com o início da vacinação no país.

Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Saúde, que informou que o país sul-americano somou 452 óbitos e 23.671 novos casos de infeção nas últimas 24 horas.

Os números de mortes e infeções contabilizados nesta segunda-feira ficaram significativamente abaixo dos registados na semana passada, situação que já é habitual durante e após os finais de semana, devido à redução do número de funcionários que processam os dados dos testes ao novo coronavírus, segundo já explicou o próprio executivo.

No momento, a taxa de incidência da covid-19 no Brasil, um dos mais atingidos no mundo pela pandemia, está fixada em 100 mortes e 4.050 casos por cada 100 mil habitantes

São Paulo (1.628.272), Minas Gerais (646.091), Santa Catarina (543.389) e Bahia (540.320) são os Estados que concentram o maior número de infeções.

Por outro lado, as unidades federativas com mais vítimas mortais são São Paulo (49.987), Rio de Janeiro (27.805), Minas Gerais (13.483) e Ceará (10.223), respetivamente.

No momento em que o Brasil atravessa uma segunda vaga da pandemia, o Governo federal, presidido por Jair Bolsonaro, alargou hoje a vacinação ao território nacional, um dia após São Paulo, o Estado mais rico e populoso do país, ter imunizado a sua primeira profissional de Saúde com a Coronavac.

Um dos Estados que começou hoje a imunização contra a covid-19 foi o Rio de Janeiro, que vacinou duas moradoras numa cerimónia simbólica, no cimo do Cristo Redentor, um dos maiores pontos turísticos e religiosos do país.

A idosa Terezinha da Conceição, de 80 anos, e a técnica de enfermagem Dulcineia da Silva, de 59 anos, receberam as duas primeiras doses da vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

"Fiquei muito emocionada (...) Estou muito feliz porque agora posso sair, posso fazer o que quiser. Estou muito bem dentro do abrigo (social), mas tenho vontade de sair", celebrou Terezinha, citada pela imprensa local, e que ainda necessita de tomar a segunda dose do imunizante.

Estados como Goiás, Santa Catarina e Piauí também começaram a vacinar a sua população contra a covid-19 na tarde de hoje.

A distribuição das vacinas começou a ser feita em várias unidades federativas do Brasil com muitas horas de atraso, devido a problemas de logística e de alteração de horários por parte do Ministério da Saúde.

Em alguns casos, autoridades estaduais já esperavam há largas horas pela chegada das doses no aeroportos, quando foram surpreendidas pelas mudanças.

Dos seis milhões de doses da vacina Sinovac armazenadas em São Paulo, 4.636.936 foram enviadas em aviões militares para as outras 26 unidades federativas do país, sendo que algumas quais iniciaram as suas campanhas de imunização assim que as receberam.

22:17

Madeira com 1.680 casos ativos

A Madeira registou hoje mais dois óbitos associados à covid-19, elevando o número de vítimas mortais para 29, num dia em que foram reportados 148 novos infetados e um total de 1.680 ativos, revelou a Direção Regional de Saúde.

De acordo com o Serviço Regional de Saúde, faleceram hoje no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, dois homens com 84 e 89 anos que se encontravam internados na Unidade Polivalente da covid-19 e tinham comorbilidades associadas.

No boletim epidemiológico, a autoridade de saúde da Madeira menciona que, dos novos casos positivos, 142 são de transmissão local, associados a contactos ou contextos de outras situações positivas.

Existem outros seis casos importados, sendo quatro oriundos da Região de Lisboa e Vale do Tejo, um dos Açores e outro da Alemanha.

“São 1.680 os casos ativos, dos quais 118 são casos importados e 1.562 são de transmissão local” hoje na Madeira, pode ler-se na informação.

Relativamente às pessoas nesta situação, 69 estão hospitalizadas (66 em Unidades Polivalentes e três na Unidade de Cuidados Intensivos dedicada à covid-19 no Dr. Nélio Mendonça), adianta.

Outros 57 doentes cumprem isolamento numa unidade hoteleira dedicada e os restantes em alojamento próprio, complementa.

A DRS indica que hoje existem outras 283 novas situações que em estudo pelas autoridades de saúde, que foram reportadas à linha SRS24 ou ao Serviço Regional de Saúde (SESARAM), estando em curso as respetivas investigações epidemiológicas.

Sobre a atividade da linha SRS 24, menciona que recebeu um total de 31.755 chamadas, enquanto a Linha de Apoio Psicológico da Direção Regional da Saúde soma 2.617 atendimentos.

Em matéria de vigilância ativa de contactos de casos positivos notificados no arquipélago, diz que 2.239 pessoas estão a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde dos vários concelhos da Madeira e no Porto Santo.

Na iniciativa de controlo de viajantes, estão a ser acompanhadas 5.145 pessoas, com recurso à aplicação de telemóvel MadeiraSafe, noticia.

O boletim também destaca a situação da realização de testes de despiste de covid-19 efetuados no arquipélago, mencionando que nos portos e aeroportos foram reportadas 149.623 de colheitas.

Por seu turno, o laboratório do SESARAM processou 255. 413 amostras.

“Até hoje [18 de janeiro de 2021], foram contabilizados na Madeira 5.099 casos suspeitos de covid-19, dos quais 1.460 não se confirmaram”, recorda a autoridade regional de saúde deste arquipélago.

Também realça que há mais 66 casos recuperados, somando 1.930 os doentes curados de covid-19.

Numa análise por concelho, o Funchal surge em primeiro lugar da lista com 1.315 casos confirmados desde o início da pandemia, somando mais 41 doentes hoje em comparação com os números de domingo.

Com mais de três dígitos surgem os municípios de Câmara de Lobos que tem 653casos ativos (+32), Santa Cruz com 531 (+48), Machico com 221( +16), Ribeira Brava tem 101 (+ 4 casos), enquanto a ilha do Porto Santo mantém as 61 situações.

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Campo Maior: autarquia e pais recusam retomar aulas

Em Campo Maior, já há 40 alunos infetados com covid-19 no centro escolar da região e a autarquia optou por suspender as aulas presenciais.

A DGS e o Ministério da Educação deram indicação para retomar o ensino presencial esta segunda-feira, mas a autarquia e os pais não aceitaram.

Há 3h e 8min
20:46
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Covid-19: pressão hospitalar começa a aumentar no Norte

Na região do grande Porto, os hospitais também se encaminham para a lotação máxima, mas a um ritmo mais lento daquele que se verifica em Lisboa.

De momento, a situação nas enfermarias e unidades de cuidados intensivos está controlada, mas pode ser por pouco tempo.

Há 3h e 13min
20:46
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Covid-19: 83% das empresas considera apoios insuficientes e tardios

Um inquérito, realizado pela Confederação Empresarial de Portugal, mostra que 83% das empresas considera os apoios, que têm sido dados pela Estado desde o início da pandemia, insuficientes e tardios.

A CIP pede que os confinamentos sejam mais racionais e inteligentes.

Há 3h e 19min
20:46
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Costa adapta medidas do confinamento geral. Descubra o que mudou

O Primeiro-ministro anunciou que passa a ser proibido circular entre concelhos ao fim de semana, todos os estabelecimentos comerciais têm de fechar às 20:00 durante a semana (às 13:00 ao fim de semana) e fica proibida a venda de bebidas ao postigo em qualquer superfície.

Há 3h e 23min
20:46
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Covid-19: hospitais de Coimbra quadruplicam número de camas

Em Coimbra, o Centro Hospitalar e Universitário foi forçado a aumento, em quatro vezes, as camas inicialmente previstas no plano de contingência.

Há 3h e 29min
20:46
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Covid-19: Costa ajusta medidas e lembra que “este é o momento mais grave da pandemia”

António Costa justificou o acerto das restrições com a redução em apenas 30% das movimentações dos portugueses e deixou claro que todos os dados indicam que nos próximos dias os números pandémicos vão continuar a aumentar.

Há 3h e 31min
19:51

Hospital de Cascais com taxa de ocupação de camas para 'doentes covid' de 100%

O Hospital de Cascais encontra-se com uma taxa de ocupação de 100% para doentes covid-19 em enfermaria e Unidade de Cuidados Intensivos, segundo dados divulgados hoje à agência Lusa pela unidade hospitalar.

De acordo com informações disponibilizadas por fonte do Hospital de Cascais (distrito de Lisboa) à Lusa, existem neste momento naquela unidade hospitalar 16 doentes infetados pelo novo coronavírus internados na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e 93 em enfermaria, o que corresponde a uma ocupação total.

A Lusa solicitou também um ponto de situação relativa à taxa de ocupação de camas para doentes ‘não covid-19’, mas até ao momento não obteve resposta.

Várias unidades hospitalares do país têm dado conta nos últimos dias de uma situação de rutura nos serviços, devido à pressão de doentes internados com covid-19.

No sentido de dar resposta às necessidades, alguns hospitais estão a transferir doentes para outras unidades de saúde ou a aumentar o número de camas.

19:01
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Covid-19: Federação Nacional da Educação pede suspensão do ensino presencial

João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação, esteve esta segunda-feira na TVI24, numa análise às novas restrições anunciadas por António Costa.

O responsável considera que a atividade letiva presidencial fosse suspensa.

Hoje às 19:00
18:19
18:08

Encerradas universidades séniores, centros de dia e de convívio

As universidades séniores, os centros de dia e de convívio vão ficar encerradas no âmbito das novas medidas de confinamento, anunciou hoje o primeiro-ministro António Costa.

“São encerradas as Universidades Sénior, os centros de dia e de convívio”, disse António Costa no final da reunião do Conselho de Ministros extraordinário realizada hoje para rever as restrições para controlar a pandemia e que foram aprovadas na passada na quinta-feira.

18:02

Covid-19: Surto com 42 casos em lar de freguesia rural de Évora

Um total de 30 utentes e 12 funcionários de um lar numa freguesia rural do concelho de Évora estão infetados com covid-19, revelou esta segunda-feira o presidente da câmara municipal.

Surgiu mais um surto, agora no lar da Boa Fé, com 30 [utentes] e 12 trabalhadores infetados", indicou o autarca de Évora, Carlos Pinto de Sá, em declarações à agência Lusa.

Segundo o autarca, o surto foi detetado no lar do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Boa Fé, na área da União das Freguesias de São Sebastião da Giesteira e Nossa Senhora da Boa Fé.

Esta estrutura residencial para idosos "tem boas instalações" e foi possível "fazer a separação" entre os utentes que estão infetados e os que fizeram teste com resultado negativo, indicou Pinto de Sá.

18:02

Circulação entre concelhos volta a ser proibida ao fim de semana

Como forma de conter a pandemia de covid-19, o Governo voltou a instituir a proibição de circulação entre concelhos ao fim de semana.

Durante os dias úteis, os estabelecimentos devem passar a encerrar às 20:00 e às 13:00 aos fins de semana.

As exceções a estas regras são os supermercados, que durante os fins de semana terão de fechar às 17:00.

18:01

Covid-19: Espanha regista o maior incremento de casos durante um fim de semana

A Espanha registou desde sexta-feira 84.287 novos casos de covid-19, o maior incremento num fim de semana, elevando para 2.336.451 o total de infetados até agora no país, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 455 mortes desde sexta-feira atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 53.769.

O nível de incidência acumulada (pessoas contagiadas) em Espanha continua a aumentar, passando de sexta para segunda-feira de 575 para 689 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores.

As regiões com os níveis mais elevados são as da Extremadura (1.384), Múrcia (1.082), Castela-Mancha (1.007), La Rioja (921) , Comunidade Valenciana (896) e Madrid (790).

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias, Fernando Simón, indicou hoje que o país deve estar neste momento "no pico máximo" da terceira vaga da pandemia.

Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais 2.574 pessoas com a doença, das quais 571 na Comunidade Valenciana, 382 na Catalunha, 377 na Andaluzia e 352 em Madrid.

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