22:30
Sociedade
Covid-19: início de ano pior em Portugal do que nos EUA, França ou Reino Unido
Se compararmos a incidência do número de novos casos por mil habitantes, só Irlanda e República Checa apresentam piores resultados do que em Portugal nestes primeiros dias de 2021
21:52
Cinema
Morreu o coreógrafo do tango argentino Juan Carlos Copes, vítima da covid-19
Bailarino e coreógrafo foi o autor de coreografias icónicas da história do cinema
21:24

Madeira regista número mais elevado de mortos e eleva total para 27

A Madeira registou hoje quatro mortes por covid-19, o número diário mais alto desde o início da pandemia, elevando para 27 os óbitos associados à doença, indicou a Direção Regional de Saúde, referindo também mais 117 casos de infeção.

Entre os mortos, está uma mulher de 38 anos, a vítima mais jovem na região autónoma, que se encontrava internada no Hospital dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

A Direção Regional de Saúde esclarece que faleceram também no hospital dois homens, de 69 e 71 anos, e uma mulher de 73 anos no domicílio.

Dos 117 casos positivos reportados hoje, quatro são importados - um proveniente da Região de Lisboa e Vale do Tejo, um de Espanha, um da Suíça e um da Venezuela - e 113 casos de transmissão local, elevando para 3.335 o total de infetados no arquipélago, dos quais 1.509 estão ativos.

"Hoje há mais 107 casos recuperados a reportar e a região passa a contabilizar 1.799 casos recuperados de covid-19", refere a Direção Regional de Saúde.

21:05
GALERIA

Covid-19: desespero leva brasileiros a esperar horas por recargas de oxigénio

A situação da pandemia atingiu o limite em Manaus, capital do estado do Amazonas. Nos hospitais já não há vagas para internamentos, nem oxigénio para acudir aos doentes mais urgentes. Muitos populares procuraram em fornecedores privados o oxigénio que falta aos doentes que têm em casa.
Ontem às 20:41
20:50

Tâmega e Sousa disponibiliza cinco camas para ajudar outros hospitais

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, sediado em Penafiel, anunciou hoje que vai disponibilizar cinco camas para receber doentes de covid-19 de outros hospitais que se encontrem sob maior pressão.

Promovemos a reorganização interna que permite poder acolher alguns doentes desses hospitais, e vamos desde já disponibilizar cinco camas para o efeito, acreditando que tal possa alargar-se a mais camas se a incidência da pandemia na nossa região não tiver crescimento nos próximos dias", lê-se num comunicado do CHTS, enviado à agência Lusa.

Aquele centro hospitalar acrescenta que está "também em processo de reorganização para aumentar ainda mais a resposta em cuidados intensivos, além do significativo crescimento já efetuado desde o início da pandemia".

No comunicado, recorda-se que, no final de 2020, "o CHTS esteve debaixo de um autêntico 'tsunami', com afluência inusitada de doentes covid-19 em simultâneo e que, no pico máximo, chegou aos 235 doentes internados".

Nessa altura, e depois de muitos pedidos de ajuda, foi possível acautelar o tratamento a todos os doentes, não deixando ninguém para trás, com a transferência de vários doentes para outros hospitais do país", acrescenta-se na nota informativa.

O CHTS indica, por fim, que "o Conselho de Administração e os seus profissionais assumiram como imperativo ético acrescido, tudo fazer para que, logo que possível, pudessem ajudar outros hospitais em necessidade".

20:50

Associação quer que restauração tenha exclusividade na venda de refeições

A associação PRO.VAR, que representa a restauração, quer que o setor tenha exclusividade na venda de refeições, referindo em comparação a limitação de venda de alguns artigos nos supermercados.

“A PRO.VAR vai pedir ao Governo que crie uma regulamentação, bem à semelhança do que irá acontecer aos supermercados, na limitação de venda de alguns artigos, pedindo que se proíba a venda de refeições prontas fora dos espaços de restauração que estejam devidamente autorizados para a sua confeção”, lê-se num comunicado enviado às redações.

Em causa estão não só os supermercados com serviço de ‘take-away’, mas também cafés e pastelarias, que não deveriam confecionar refeições, e até talhos e bombas de gasolina, explicou à Lusa o presidente da associação.

"Numa situação em que a restauração está sujeita a uma restrição tal que é esta de não poder trabalhar, não poder abrir a sala, confronta-se aqui com um problema grave”, sublinhou Daniel Serra.

Para o presidente da PRO.VAR, a situação já era grave antes da pandemia da covid-19, sobretudo em relação aos supermercados, que desde que estabeleceram serviços de refeições take-away passaram a representar uma concorrência desleal ao setor da restauração.

O problema agravou-se com as medidas restritivas impostas para combater a pandemia da covid-19, com outros espaços a readaptarem-se e passarem também a disponibilizar esse serviço.

20:16
Sociedade
Covid-19: Hospital Garcia de Orta esgota capacidade e alerta para risco de "pré-catástrofe”
Há 169 doentes infetados com SARS-CoV-2 internados, 18 deles em cuidados intensivos
20:10

França supera as 70.000 mortes devido à doença

A França ultrapassou hoje as 70.000 mortes associadas à covid-19 desde o início da pandemia, ao somar 196 mortes hospitalares nas últimas 24 horas, elevando o total para 70.142.

Nas últimas horas, foram registados 21.406 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando o número total de positivos para 2,89 milhões, de acordo com o relatório diário da Agência de Saúde Pública sobre a situação da covid-19 no país.

A taxa de positividade dos testes realizados mantém-se em 6,5%.

Nos últimos sete dias, houve 9.653 internamentos hospitalares devido a complicações decorrentes da covid-19, dos quais 1.402 pacientes tiveram de ser encaminhados para unidades de cuidados intensivos.

Tal como anunciado na quinta-feira passada, o país iniciou hoje uma nova fase de restrições que durará pelo menos duas semanas, implicando um recolher obrigatório estendido a todo o território.

A partir das 18:00 locais, duas horas antes do que até agora, os franceses terão de estar em casa, com exceção de razões de trabalho, saúde ou cuidados de uma pessoa dependente, entre outras.

19:45

Itália soma 16.310 novos casos e 475 óbitos na véspera do reforço das restrições

A Itália registou 16.310 novas infeções pelo novo coronavírus e 475 óbitos associados à doença covid-19 nas últimas 24 horas, informou hoje o Ministério da Saúde italiano, na véspera de o país reforçar as medidas restritivas.

Com a contabilização destes novos contágios, Itália soma, até à data, 2.368.733 casos de pessoas que ficaram infetadas pelo novo coronavírus.

Em termos de vítimas mortais, o número total de mortes registadas no país desde o início da crise pandémica, em 21 de fevereiro, sobe para 81.800, de acordo com a mesma fonte.

O boletim do Ministério da Saúde italiano informou também que foram realizados, nas últimas 24 horas, cerca de 260 mil testes de diagnóstico em todo o país.

Existem 557.717 casos positivos que estão atualmente ativos em Itália, menos 351 em comparação com sexta-feira, segundo a mesma fonte.

No que diz respeito aos recuperados, o país regista um total de 1.729.216, um aumento de 16.186 face ao dia anterior.

A pressão sobre os hospitais italianos parece estar a dar sinais ligeiros de algum abrandamento.

Dos casos positivos atualmente ativos em Itália (a grande maioria são doentes que estão nas respetivas casas com sintomas ligeiros da doença ou estão assintomáticos), 25.304 estão hospitalizados, menos 59 em comparação com o dia anterior.

19:44

Reino Unido regista 1.295 mortes e 41.346 novos contágios

O Reino Unido notificou, este sábado, 1.295 mortes associadas à doença covid-19 e 41.346 novos contágios, um decréscimo significativo face ao dia anterior (55.761), divulgou o Governo britânico.

Trata-se do terceiro maior número de mortes diárias por coronavírus no Reino Unido, mas o número de novas infeções caiu para o seu nível mais baixo no ano corrente.

Em termos totais, e desde o início da pandemia, foram contabilizados no Reino Unido 88.590 óbitos confirmados de covid-19 (dos quais 7.722 nos últimos sete dias) e 3.357.361 casos de contágio.

O Governo britânico também avançou hoje que quase 3,6 milhões de pessoas no Reino Unido já receberam, até à data, a primeira dose da vacina contra a covid-19.

O país, que foi o primeiro no mundo a arrancar com a vacinação contra a covid-19 em dezembro, tem como objetivo administrar a primeira dose da vacina a 15 milhões de pessoas de grupos de risco até meados de fevereiro.

Um total de 447.261 pessoas já receberam, entretanto, a segunda dose da vacina.

19:43

Permitida realização de ensaios de espetáculos com estreia em fevereiro e março

A realização de ensaios, durante o estado de emergência, só é permitida no caso da preparação de espetáculos com estreia prevista para fevereiro e março, e nos quais participem profissionais, esclareceu hoje a IGAC.

Num comunicado hoje partilhado no 'site' oficial da Inspeção-Geral das Atividades Culturais, lê-se que “são apenas permitidos os ensaios para preparação de espetáculos cuja estreia esteja prevista para os meses de fevereiro e março, e no âmbito dos quais participem pessoas a título profissional ou equiparado”.

“Neste caso, esta situação é entendida como atividade profissional que não pode ser desenvolvida por recurso ao teletrabalho”, refere a IGAC, salientando que, “não obstante, devem ser cumpridas as normas da DGS [Direção-Geral da Saúde] e adotadas medidas técnicas e organizacionais que garantam o distanciamento físico e a proteção dos trabalhadores”.

No mesmo comunicado, a IGAC esclarece também que “é possível a realização de filmagens, ‘streamings’ e afins se nas mesmas participarem pessoas a título profissional ou equiparado, sendo que, nestas condições, esta situação é entendida como atividade profissional que não pode ser desenvolvida por recurso ao teletrabalho”.

Tal como no caso dos ensaios, “devem ser cumpridas as normas da DGS e adotadas medidas técnicas e organizacionais que garantam o distanciamento físico e a proteção dos trabalhadores”.

19:41

Governo afirma que escolas não profissionais de dança têm de encerrar

As escolas não profissionais de dança têm de encerrar durante o período de confinamento, em vigor desde as 00:00 de sexta-feira, informaram à agência Lusa os ministérios da Cultura e da Educação, numa mensagem conjunta.

Questionados sobre o funcionamento das escolas de Dança, durante o estado de emergência, em vigor até dia 30, à semelhança de outros estabelecimentos de ensino, os dois ministérios, numa resposta conjunta enviada à Lusa, afirmam que aquelas que não se enquadrem nos referenciais do ensino profissional, e incluam as aulas de dança "para efeitos lúdicos", deverão permanecer encerradas.

Assim, apenas as escolas que correspondam "ao referencial de formação da ANQEP [Agência Nacional de Qualificação para o Ensino Profissional] poderão funcionar", de acordo com os dois ministérios.

Para efeitos da interpretação do regime aplicável, devemos, desde logo, considerar que o decreto procede à execução do estado de emergência até ao dia 30 de janeiro, (...) com o intuito de conter a transmissão do vírus e diminuir a expansão da pandemia da doença, o que exigiu, por este motivo, o encerramento de atividades que promovam um contacto próximo entre pessoas e potencia a movimentação e circulação", lê-se no esclarecimento conjunto.

"Excecionalmente, os estabelecimentos escolares, creches, universidades e politécnicos permanecem em funcionamento em regime presencial, tendo em conta o impacto de um novo encerramento das atividades educativas nas aprendizagens e no futuro das crianças e jovens", prossegue a mensagem.

Os dois ministérios lembram que "ficam abertos estabelecimentos educativos, de ensino e de formação profissional, creches, centros de atividades ocupacionais e espaços onde funcionem respostas no âmbito da escola a tempo inteiro" e "se incluam atividades de animação e de apoio à família, da componente de apoio à família e de enriquecimento curricular", de acordo com o "ponto 43 do anexo II ao decreto".

19:41

Cultura: apoios "muito parcos para as necessidades"

A plataforma Convergência pela Cultura considerou hoje os 42 milhões de euros do programa de apoio ao setor, anunciados na quinta-feira pelo Governo, “muito parcos para as necessidades”, e reiterou faltarem “verdadeiras medidas de apoio, amplas e universais”.

O Governo criou um programa de apoio ao setor da Cultura, com uma dotação global de 42 milhões de euros, numa primeira fase. O Garantir Cultura é, de acordo com a ministra da Cultura, Graça Fonseca, a “materialização do programa criado pela lei do Orçamento do Estado 2021 de apoio ao trabalho artístico”. Graça Fonseca sublinhou tratar-se de “apoio universal, não concursal e a fundo perdido”.

“Quanto aos 42 milhões de euros, […] entendemos que são efetivamente muito parcos para as necessidades presentes dos trabalhadores; todavia devem ser aplicados de imediato, considerando a enorme precariedade que assola atualmente a vida destes profissionais e das suas famílias”, refere a Convergência pela Cultura, num comunicado divulgado este sábado.

Aquela plataforma cívica sublinha que o programa Garantir Cultura “não garante mais do que o adiamento de soluções verdadeiramente exemplares, abrangentes e inclusivas, porque infelizmente está reduzido ao espectro dos apoios da Direção-Geral das Artes, que, para além de não constituírem a questão essencial a ser resolvida, visam apenas uma pequena parcela da atividade cultural”.

Em relação ao apoio social no valor único de 438,81 euros, referente a um Indexante dos Apoios Sociais (IAS), “universal e atribuível a todos os trabalhadores” independentes, que tenham um código de atividade económica (CAE) ou IRS no setor da Cultura, também anunciado na quinta-feira pelo Governo, a Convergência pela Cultura vê “com agrado que finalmente […] o IAS seja a referência mínima a atribuir como apoio aos trabalhadores da Cultura”.

No entanto, aquela plataforma “ressalva a importância sobre a extensão desse montante por cada mês de ausência de apoios, com retroativos, tendo em conta cerca de 9 meses de ausência de qualquer suporte financeiro relativo ao ano de 2020”.

19:40
Economia
Prazo para troca ou devolução de bens suspenso durante confinamento
Medidas dirigidas aos consumidores e ao comércio estão previstas no decreto-lei que estabelece mecanismos de apoio no âmbito do estado de emergência, publicado na sexta-feira à noite, e que entra em vigor este sábado
19:40
Sociedade
Covid-19: 100 pessoas manifestaram-se em Lisboa sem máscara ou distanciamento
Movimento auto-denominado “Defender Portugal” contesta as medidas de contenção da pandemia, que consideram estar a prejudicar o país
19:08

Vice-presidente do Governo dos Açores testa positivo

O vice-presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, testou positivo num teste ao novo coronavírus SARS-CoV-2, mas encontra-se “assintomático” e “bem”, segundo declarou à agência Lusa.

Na sequência de uma informação divulgada pelo gabinete de imprensa do executivo, Artur Lima referiu à Lusa que, no regresso à ilha Terceira, onde vive, de um compromisso oficial na ilha de São Miguel, onde existe transmissão comunitária, sentiu um “ligeiro cansaço” e “ligeira febre”, tendo tomado a iniciativa de realizar o teste, a par de sua mulher, que também acusou positivo.

Na nota de imprensa do executivo açoriano, refere-se que “o vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, realizou teste de despiste à covid-19 e, embora assintomático, teve resultado positivo”, sendo que, “neste momento, decorre o inquérito epidemiológico a todos os contactos classificados como de alto risco do vice-presidente”

Artur Lima, que é líder do CDS-PP nos Açores, encontra-se em “isolamento profilático na sua residência, tendo cancelado toda a agenda para os próximos dias”.

19:03

Três comissários europeus em isolamento após contacto com João Leão

Três membros da Comissão Europeia estão em isolamento após o ministro de Estado e das Finanças, João Leão, ter testado positivo à covid-19, dado serem considerados contactos de risco, disse hoje à Lusa fonte oficial do executivo comunitário.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Comissão Europeia indica que, “com base nas informações recebidas, os vice-presidentes Margrethe Vestager e Valdis Dombrovskis, assim como a comissária Elisa Ferreira, são consideradas pessoas de contacto” próximo.

Em causa está a visita de uma delegação da Comissão Europeia a Lisboa na sexta-feira no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.

Por serem então contactos próximos, estes três membros do colégio de comissários “respeitarão as regras belgas de isolamento a partir de hoje”, o que implica também a realização de um teste ao sétimo dia e quarentena pelo menos até então, precisa a mesma fonte.

18:28
VÍDEO

Pressão hospitalar: “É preciso que vejamos este confinamento de uma forma séria”

O presidente do colégio de medicina intensiva da Ordem dos Médicos garante que os hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo estão “numa situação de elevada pressão”.

José Artur Paiva considera que é necessário expandir a resposta hospitalar de medicina intensiva e que os portugueses assumam este novo confinamento de “uma forma séria”.

Ontem às 18:27
17:59
VÍDEO

Hospital Beatriz Ângelo: “Temos cerca de 30 doentes à espera de vaga no internamento”

O diretor clínico do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, reconheceu que a pressão muito elevada na unidade e garantiu que caso os números se mantenham será “muito difícil” dar resposta às necessidades de todos os doentes.

Edgar Almeida revelou que a unidade hospitalar de Loures tem, neste momento, 180 doentes covid internados.

Ontem às 17:49
17:59
VÍDEO

Teletrabalho: quais são os direitos dos trabalhadores?

As diretrizes para este novo confinamento contemplam uma obrigatoriedade do teletrabalho para todas as empresas em funções que possam ser desempenhadas à distância.

João Santos, especialista em direito laboral, explica que os direitos dos trabalhadores se mantêm na totalidade e que é responsabilidade da entidade patronal fornecer aos funcionários métodos de trabalho como computador ou serviço de internet.

Ontem às 17:50