O secretário-geral da Associação das Empresas Petrolíferas (Apetro), José Horta, disse esta terça-feira à Agência Financeira ver com bons olhos o facto de Portugal estar a ser escolhido para projectos pioneiros no âmbito da produção do carro eléctrico.

No entanto, reconhece ter dúvidas quanto aos anos que demorará a tecnologia a ser aplicada.

«O carro eléctrico ainda está um pouco longe», sublinhou à margem da conferência de imprensa que decorreu em Lisboa para anunciar o final de Abril como nova data para a introdução dos painéis com os preços de combustíveis nas auto-estradas.

No entender do porta-voz da Apetro, há ainda a resolver a questão da autonomia dos carros eléctricos: «Toda a tecnologia em torno das baterias tem de ser mudada para que possa haver carro eléctrico», acrescentou.

Pinho quer país a produzir baterias para carros eléctricos

Recorde-se que esta segunda-feira o ministro da Economia, Manuel Pinho, e a Nissan assinaram uma nota de intenções que pode trazer para o país uma fábrica de produção de baterias de iões de lítio. Neste âmbito, a marca está a ultimar um modelo que possui 160 quilómetros de autonomia. Uma distância que, segundo o vice-presidente executivo da Nissan, Carlos Tavares, é o suficiente para mais de 90 por cento dos condutores.

Fotos de carros eléctricos

O projecto em causa envolve um investimento de 300 a 400 milhões de euros e criará 300 empregos.

Sobre este projecto em concreto e quanto à meta proposta pelo Governo de instalar 1.300 postos para carregar baterias até 2011, José Horta não se quis pronunciar. E acrescentou apenas: «Acho que o país tem respondido com estrutura e isso é positivo», sintetizou.
Rui Pedro Vieira