O Millennium bcp vai fazer uma emissão de divida no segundo trimestre, revelou esta quinta-feira o presidente do banco, mas o montante global das várias emissões previstas dependerá do que o Banco de Portugal autorizar ou não na adopção das novas regras contabilísticas.

«Anunciámos que ao longo de ano 2009 iríamos emitir valores mobiliários estruturados até 1,2 mil milhões de euros», disse Carlos Santos Ferreira, deixando entender que o valor poderá ficar baixo desse montante, explica a Lusa.

Isto, explicou, porque o banco decidiu adoptar «a recomendação do Banco de Portugal e chegar a Setembro com um rácio Tier I acima de 8%, mais próximo dos 8,5%».

«Não são obrigações, não são aumento de capital, são dívida, subordinada, profundamente subordinada e, como tal, contando, perante o Banco de Portugal e face a qualquer banco central, como capital», frisou Santos Ferreira.

Acrescentou ainda que «o conceito levantou dúvidas porque o mais fácil chamar capital ou valores obrigatoriamente convertíveis em capital».

«Temos autorização do Banco de Portugal para fazer essa operação e não vai ser uma emissão de uma vez só. Faremos várias emissões, a primeira ainda durante o primeiro semestre», revelou o presidente da administração do banco.

«Depois faremos a gestão de harmonia com o desenvolvimento dos trabalhos de Basileia II e a necessidade de emissão desses valores para completar, se for caso disso, o que Basileira II não nos pode dar em termos de rácios», explicou.

«Normalmente o BCP e outros bancos portugueses são comparados com bancos estrangeiros e estes já têm nas suas contas incorporado o Basileia II avançado, e nós não temos», frisou Santos Ferreira, adiantando que se assim fosse «estaria perfeitamente na média dos grandes bancos europeus».
Redação / CPS