O presidente do CDS-PP defendeu este sábado em Seia, que face à actual situação económica, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) deve ser «um banco de fomento à economia» em vez de «carro vassoura do Ministério das Finanças».

Para Paulo Portas, a CGD «deve ser um banco que se especializa em dar crédito em condições favoráveis às micro, às pequenas e às médias empresas, que são a economia portuguesa», escreve a Lusa.

«Eu não quero a CGD transformada no carro vassoura do Ministério das Finanças, que serve para cobrir os buracos feitos pelas fraudes de alguns ou para estar a garantir créditos para investimentos de natureza especulativa», afirmou Paulo Portas, durante uma visita à feira do queijo da Serra da Estrela de Seia, organizada pela Câmara local.

Para o líder do CDS-PP, aquele banco «tem que estar ao serviço da economia produtiva, deve ser um banco de fomento à economia e, por isso mesmo, precisa de uma independência e de uma transparência que neste momento não tem».

«A CGD anda a financiar, a pagar, a cobrir, através de recursos do contribuinte, os buracos do BPN, os buracos do BPP», denunciou.

«É para isso que ela serve? É para investimentos de natureza especulativa? Eu acho que não, a CGD deve ser um banco de fomento à economia», disse.