O Millennium bcp e o espanhol Sabadell decidiram que não vão ter actividade bancária directa nos mercados um do outro e sim estreitar a parceria através da qual as suas redes servem os clientes dos dois bancos, alargada a todos os mercados onde operam.

«O Sabadell não vai exercer actividade bancária directa em Portugal e nós [o Millennium bcp] decidimos não iniciar a nossa operação em Espanha», revelou Carlos Santos Ferreira numa entrevista à agência Lusa, dias antes da reunião magna dos accionistas do banco.

«Chegámos à conclusão de que juntos teríamos mais força do que separados», afirmou Santos Ferreira, que além de presidente do Millennium bcp é também há mais de um ano, administrador do banco Sabadell.

Vão ter rede de mais de 2 mil agências

«O que ambos temos pensado é em estreitar a parceria, que já existia», por exemplo «com a aquisição de serviços e equipamentos em conjunto», acrescentou.

Isto além de voltar à ideia inicial de servir os clientes dos dois bancos com as duas redes, alargada aos mercados em que os dois bancos actuam, ou seja, «na Península Ibérica os clientes do BCP e do Sabadell vão ter uma rede de mais de 2 mil agências».

Santos Ferreira diz que se trata «do melhor para servir os clientes» de ambas as instituições e que foi essa a conclusão a que chegaram e que levou o banco espanhol a decidir não iniciar a sua operação em Portugal e vice-versa.

Sobre eventuais reforços de participações no capital, Santos Ferreira disse que não antevê que isso venha a acontecer, recordando que a participação no Sabadell é detida pelo fundo de pensões do BCP e não pelo banco.

«A minha escolha para a administração [do Sabadell] não tem a ver com nenhuma participação do BCP porque ela não existe foi uma escolha pura e simples do Sabadell, que pode, como qualquer banco, indicar administradores independentes», sublinhou o presidente do Conselho de Administração do Millennium bcp.

O presidente do Sabadell já declarou que o banco «não pretende» reforçar a sua actual participação no capital do Millennium bcp, onde é o quarto maior accionista, com 4,434%, e que vai estar representado no Conselho Geral e de Supervisão.
Redação / CPS