João Pedro Sousa, treinador do Famalicão, na sala de imprensa, após empate (1-1) frente ao Benfica, em jogo da 31.ª jornada da Liga:

«As alterações foram por uma questão de gestão física, por um lado, e pelo castigo do Toni [Martinez] e, ainda, pelo facto dos regulamentos não permitirem que o Diogo [Gonçalves] jogasse. A época está muito longa, os jogadores estão cansados e quem disser o contrário está a mentir.

Estamos há mais de um ano em atividade. Jogámos em Tondela com 37 graus e eu tenho jogadores que acabaram essa partida com menos quatro quilos. Num jogo com essa intensidade, passado quatro dias jogar contra o Benfica, é duro. Eles estavam preparados para iniciar a partida, mas jogar 90 minutos é mais complicado. Até porque daqui a quatro dias temos novo jogo e 600 quilómetros para fazer.

[exibição de Del Campo] Estou satisfeito, é um miúdo irreverente, muito mexido e muito pressionante e foi por isso que apostamos nele. A forma como ele incomoda e pela velocidade que tem a atacar a profundidade.

[Não perde com os grandes em casa. Esta é a principal arma do Famalicão?] Sim, mas o principal indicador é a vontade que temos de ganhar. Hoje até podíamos ter perdido, mas a ambição de vencer é muito grande e é esta a nossa filosofia. Hoje não conseguimos controlar o jogo para poder dominar, custou-nos a pegar no jogo. Só na parte final é que o conseguimos fazer e é um prémio pela persistência e pela vontade de ir atrás do golo.

[entrada do Guga] Eu não gosto de individualizar, mas o Guga é um profissional muito grande. Ele trabalha a semana a 100% e quase que obriga o treinador a coloca-lo a jogar. Infelizmente para ele isso não acontece algumas vezes, mas o Guga dá-nos garantias pela atitude que tem, pela energia que tem dentro e fora de campo. O Guga é um jogador à Famalicão, já disse a ele e ao grupo.»

Nuno Dantas / Estádio Municipal de Famalicão, Vila Nova de Famalicão