A loja de desporto contígua ao Estádio da Luz foi pequena para as muitas centenas de adeptos que quiseram prestar uma última homenagem a Jonas antes de regressar ao Brasil.

Por volta das 17h00, ainda muito antes da chegada de Jonas para uma sessão de autógrafos, a fila já era longa e não dava sinais de abrandamento cerca de duas horas depois, altura em que Jonas fez uma pausa no contacto com os adeptos para responder a algumas perguntas dos jornalistas.

Lá dentro, um casal e filho destoavam dos restantes adeptos, uns à civil e outros identificados com as cores do Benfica. Os três, brasileiros, traziam vestidas camisolas da Portuguesa dos Desportos, equipa que o compatriota de 35 anos representou em 2008 por empréstimo do Grêmio de Porto Alegre.

«Viemos de férias a Portugal e aproveitámos para fazer uma visita ao estádio. Combinámos fazê-la com as camisas da Portuguesa», contou o patriarca ao Maisfutebol, já depois de ter esperado pacientemente na fila.

A Portuguesa a unir os três turistas a Jonas e um golpe de sorte no dia certo. «Não sabíamos que ele vinha aqui, mas ouvimos o pessoal comentar e resolver passar por aqui.»

Centenas de fotografias e autógrafos. Jonas de bem com a vida e disponível no cair do pano de uma carreira que terminou, reconheceu, com chave de ouro. «Se este título foi o mais saboroso? Talvez sim, até pelas dificuldades que tivemos durante o campeonato, principalmente no primeiro semestre. E depois demos a volta e conquistámos a tão sonhada reconquista», destacou quem diz que os objetivos alcançados ao serviço do Benfica excederam as expetativas.

David Marques