Jorge Jesus, treinador do Benfica, em declarações à BTV, depois do triunfo sobre o Paços de Ferreira (2-1), em jogo da 8.ª jornada da Liga:

- É daquelas vitórias arrancadas a ferros. Mais uma vez, como tantos jogos que já fizemos, voltámos a transformar um resultado de desvantagem para vantagem nossa. Na primeira parte podíamos ter decidido o jogo. Na primeira meia-hora tivemos muitas oportunidades, dentro da área, algumas só com o keeper na frente. Normalmente a equipa é mais eficaz nessas decisões. O Paços teve sorte num ressalto de bola e fez um golo que, na minha opinião, tinha de ser invalidado porque há um jogador que tira avisão ao Odi. Já vi várias vezes o lance e é uma bola que tinha de ser invalidada.

- Jogámos com uma equipa que sabíamos que ia ser difícil. Uma equipa que tem um jogo positivo e que joga para ganhar. Em alguns jogadores notou-se alguma falta de frescura física, mas fui mexendo com o jogo. Sabia que quando começasse a mexer no jogo íamos ter vantagem. Estava a sentir que os jogadores do Paços já não tinham andamento para acompanhar o Benfica. A entrada do Chiquinho ajudou um pouco o nosso posicionamento tático e acabámos por fazer o 2-1 com um cruzamento do Gabi, um jogador que tinha entrado, e um cabeceamento do Lucas que também tinha entrado. O Luca, com os minutos que esteve em campo, pode fazer melhor, mas esteve na decisão final. Foi uma vitória importante depois de termos estado novamente a perder por 1-0.

[Alteração forçada de Grimaldo]

- Sabia que, face ao jogo de quinta-feira, não podia ter os mesmos três jogadores no corredor central. Esta equipa do Paços em 4x3x3 estava mais fresca. Tinha de meter dois jogadores que não tivessem jogado na quinta-feira. Os que me davam mais confiança eram o Julien e o Adel. O Adel esteve bem até aos 60 minutos, depois começou-lhe a faltar o gás. O Julien é aquele jogador que, toda a gente sabe, é um jogador com bola, mas neste final do jogo já não me interessava ter um jogador com bola, queria um jogador que jogasse mais perto dos avançados. Sabia que o Adel ia começar a ficar com alguma falta de recuperação. Tinha de ter um jogador atrás que fosse mais de pressão, é isso que o Gabi tem e o Julien não tem. Penso que as nossas alterações foram fundamentais para mudar o jogo.

[Festa do golo?]

- Quando marcas um golo na última jogada do desafio é normal. A equipa está com uma alma e uma crença muito grande, acredita que a qualquer momento faz golo. Hoje alguns entraram nervoso, caso de Nuno Tavares, muito nervoso, muito complicado o jogo dele. Mas, de qualquer forma, estamos a criar uma mentalidade de lutar contra as dificuldades. Este jogo trouxe-nos grandes dificuldades e a equipa não perdeu a cabeça, soube reagir. Acabou por ser uma vitória saborosa.