Tiago Pinto, diretor-geral do Benfica, deu conta das várias fases da preparação da equipa durante o período de confinamento. Numa primeira fase, o clube moveu mundos e fundos para que os jogadores pudessem continuar a treinar em casa, mas com o passar do tempo, a pressão sobre a manutenção de forma dos jogadores foi aligeirada, mas, segundo Tiago Pinto, «Bruno Lage não dá descanso a ninguém.

«Enquanto estrutura tudo temos feito durante este período para cumprir as normas da Direção Geral de Saúde, mantendo o Benfica ligado e preparado. Oiço que nada será igual depois do covid-19, mas temos de estar bem para quando chegar a competição podermos estar a cem por cento. Jogámos a 7 de março, passou um mês e os jogadores estiveram em casa com planos de trabalho muito específicos, monitorização muito apertada. Agora sentimos a necessidade de aligeirar um pouco a carga dos jogadores para que eles possam relaxar, estar com a família e depois voltar ao trabalhar a cem por cento», destacou o responsável pelo futebol em entrevista à Benfica TV.

A pressão diminuiu e houve até jogadores, como Grimaldo e Weigl, que regressaram aos respetivos países. «Conseguimos equipar as casas dos jogadores com recursos, máquinas, utensílios para poderem treinar e minimizar ao máximo o não se poderem deslocar ao Seixal. Paralelamente, a parte familiar. Tentámos que ficassem próximos das famílias. E agora dois deles tiveram de sair de Portugal, porque na família de ambos aconteceram situações que exigiam a presença deles na sua terra natal. Cumprimos todos os requisitos legais e conseguimos que voltassem aos seus países», explica.

A verdade é que a equipa técnica tem estado sempre em contato com todos os jogadores. «Há monitorização dos treinos, os nutricionistas definem as refeições, a psicóloga acompanha os jogadores, o departamento médico também... Essa ligação é obrigatória, O envolvimento entre os jogadores tem sido muito grande e há uma ligação muito forte entre todos. Isto é mesmo uma família. Para os jogadores, a maior dificuldade tem sido não poder treinar e estar há um mês sem jogar», conta.

Segundo Tiago Pinto, Bruno Lage acompanha todos os processos. «O mister Bruno Lage não dá descanso a ninguém, muito menos aos elementos da sua equipa técnica... a refletir sobre o passado, a analisar o futuro, a pensar nos jogos que aí vêm. Quando jogamos de três em três dias não há muito tempo para refletir e este momento é bom para isso. Para pensarmos no que fazemos e no que queremos fazer para o futuro. A equipa técnica tem estado a mil», destacou ainda Tiago Pinto.