Hermes, campeão com um jogo: «Marquês está marcado na minha vida» - TVI

Hermes, campeão com um jogo: «Marquês está marcado na minha vida»

Brasileiro só fez um jogo pela equipa principal do Benfica, mas sagrou-se campeão nacional 2016/17. Em conversa com o Maisfutebol recorda o ano de águia ao peito e a festa no Marquês de Pombal.

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Marcelo Hermes chegou a Portugal a 3 de janeiro de 2017, um dia depois do 22.º aniversário. Tinha estado parado seis meses, por não renovar contrato com o Grêmio, e ao chegar ao Benfica encontrou concorrência forte na ala esquerda. Pese embora a capacidade para jogar tanto a lateral como a extremo, o brasileiro acabou por fazer apenas um jogo na equipa principal das «águias», no Bessa, já com o «tetra» garantido.

Hermes voltou ao Brasil alguns meses depois, mas não esquece a festa do título no Marquês de Pombal. Em conversa com o Maisfutebol recorda agora esse ano ao serviço do Benfica.

- Antes de mais, como tem gerido esta situação da pandemia de covid-19? Está fechado em casa, ou tem sido necessário sair? E tem conseguido manter a forma?

Tenho seguido as recomendações do governo e dos órgãos de saúde. Permaneço em casa, de quarentena, e só saio por causa das necessidades básicas. Tenho treinado forte em casa, adaptando-me dentro do possível, para estar preparado quando os treinos voltarem.

- E como tem visto a evolução da pandemia no país? O Brasil está a lidar bem com esta ameaça?

O povo brasileiro tem sido muito solidário neste momento muito difícil. As pessoas procuram ajudar os mais necessitados, ficam cuidando-se em casa. E vale a pena salientar o trabalho dos profissionais de saúde, na linha da frente.

- Marcelo, recordando a sua passagem pelo Benfica… fez apenas um jogo pela equipa principal, mas com isso tornou-se campeão português. O que guarda desses momentos, nomeadamente da festa no Marquês de Pombal?

É algo que recordo sempre, e tenho coisas guardadas no ipad. Está marcada na minha vida. Nunca vi tanta gente no mesmo local a festejar um título. É uma coisa inexplicável. Nem tenho palavras para tudo o que vivi e senti naquele dia.

- O Marcelo chegou a Portugal um dia depois de fazer 22 anos, ainda muito jovem, e estava sem jogar há seis meses. Considera que isso foi o principal obstáculo para vingar em Portugal?

Sim, cheguei com um ritmo totalmente diferente dos outros, que estavam a meio da época. Foram seis meses de adaptação até ao final da época, e depois entrei com ânimo renovado para a segunda época, para começar do zero, e fiz uma pré-época muito boa. Destaquei-me, recebi elogios, mas depois foram escolhas. Rui Vitória não quis ficar comigo no plantel. Não guardo mágoa, mas acreditava que podia ter mais oportunidades no Benfica.

- O que falhou na época seguinte, que supostamente seria diferente, a começar do zero tal como todos os colegas?

O futebol é muito dinâmico, as coisas mudam muito rápido. Hoje podes ter a certeza de estar no plano, e na temporada seguinte tudo mudar. Fico muito feliz pela oportunidade de jogar em grandes equipas, como o Grêmio, Benfica, Cruzeiro e Goiás. Isso faz-me ter a certeza que sou muito capacitado, e continuar a lutar pelos meus objetivos.

-  Para lateral tinha a concorrência de Grimaldo e Eliseu. Com que opinião ficou deles?

Foi muito bom dividir o balneário com esses dois jogadores. Aprendi muito com os dois. Foi uma experiência muito boa para os três, acredito.

- Acaba por voltar ao Brasil no início de 2018, para jogar no Cruzeiro? Sentiu que tinha as portas fechadas no Benfica?

Não vi dessa forma. Foi uma grande oportunidade. O Cruzeiro é gigante no futebol brasileiro, e receber uma proposta dele é uma honra para qualquer jogador brasileiro. Tive proposta e aceitei. Fui muito feliz no Cruzeiro e conquistei títulos.

- Esteve agora no Goiás, cedido, e tem o futuro em aberto. Ainda só tem 25 anos… pensa voltar a Portugal, mesmo para outro clube?

Neste momento estou no Cruzeiro, totalmente focado no Cruzeiro. Tenho trabalhado forte, dedicado muito ao trabalho. É um momento muito importante na história do clube, de ressurgimento. Hoje só penso em fazer parte desse projeto e ajudar o Cruzeiro a reerguer-se.

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