Jorge Jesus, treinador do Benfica, em declarações na sala de imprensa de Paredes depois da vitória por 1-0:

«Há muito a fazer. Não só no plano técnico-tático, mas com outros pormenores e valores que entendo serem necessários para uma equipa ser campeã. É um trabalho à parte, que leva tempo. Este jogo serviu para analisarmos jogadores que não têm jogado, além de atletas que estão na equipa B. Jogaram dois de início e entraram mais três. Foi bom para fazer uma avaliação de valores.»

«Trouxemos uma equipa completamente diferente. Nove da equipa B e dois juniores. Era importante testá-los, porque jogar a sério não é o mesmo que treinar. Hoje podemos perder jogadores de um momento para outro por causa da Covid, como foi agora o caso do Darwin e do Weigl. Temos de ter outras hipóteses.»

[algum equilíbrio no jogo?]

«Ganhámos por 1-0. O resultado foi equilibrado, mas o jogo não foi equilibrado. O Paredes teve qualidade no processo organizativo. Os nossos treinadores sabem posicionar as equipas e isso dificulta o opositor, por muito que ele seja melhor.»

[problemas em apostar em jovens]

«Falta de aposta na formação? Não concordo com isso. Trouxe nove jovens para avaliá-los e conhecê-los melhor. Qualquer treinador adora lançar jovens, mas só podes lançá-los se tiverem qualidade. Se não tiverem… De todos os miúdos, o João Ferreira foi o que esteve melhor. O Gonçalo já não é surpresa, tem estado sempre nos convocados e entrou em dois jogos. Vamos analisando e compreendendo o valor desta juventude.»

«Quem esteve melhor? Foram os mais velhos que seguraram o jogo, os que têm jogado mais. Foram eles que nos deram uma boa primeira parte e uma segunda parte segura.

«Morato? Não foi para trabalhar uma ideia com três centrais. O João estava cheio de cãibras e tinha de meter lá alguém. Optei pelo Morato, até acabou por jogar mais como central do que lateral, embora não fosse essa ideia. Tem qualidade para se fazer um bom central.»

 

Pedro Jorge da Cunha / na Cidade Desportiva de Paredes