O Bloco de Esquerda defende que o governador do Banco de Portugal (BdP) e o secretário de Estado Carlos Moedas devem ser as primeiras personalidades ouvidas pela comissão que acompanha a execução do programa da troika.

«Seria um bom princípio ouvir o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, que tem por missão acompanhar a execução do programa com a troika, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já que grande parte das medidas prioritárias incidem sobre matérias da responsabilidades do BdP», disse João Semedo, citado pela Lusa, durante a reunião da Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal.

Pelo Partido Socialista, o deputado Basílio Horta, defendeu também que Carlos Moedas deve ser um «interlocutor privilegiado» desta comissão eventual.

Os deputados que integram a comissão parlamentar de acompanhamento à execução do programa acordado com a troika acordou hoje que a o presidente da comissão parlamentar, o socialista Vieira da Silva, o vice-presidente, o social-democrata Miguel Frasquilho, e o segundo vice-presidente, o comunista Miguel Tiago, irão reunir-se com os líderes de cada grupo parlamentar para construir um texto base com as funções da comissão que, posteriormente, será levado à discussão com todos os membros da comissão.

A primeira reunião da comissão após a sua constituição ter sido publicada em Diário da República foi marcada pelas declarações do deputado socialista Vitalino Canas que defendeu que o primeiro-ministro, Passos Coelho, devia ser chamado ouvido naquele local para explicar as declarações sobre um «desvio colossal» das contas públicas.
Redação / RL