A praça nacional segue a tendência negativa desta manhã, em contraciclo com as suas pares europeias, numa sessão em que o BCP derrapa mais de 6%.

A nível doméstico, o índice PSI20 perde 0,41 por cento para os 6.168,34 pontos, com 7 títulos a descer, três estáveis e 10 em alta. Na restante, as praças seguem positivas, com os ganhos a oscilarem entre os 0,14% de Londres e os 0,57% de Madrid.

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Em Lisboa, a penalizar está o BCP que afunda 6,29% para os 0,68 euros. O banco está a ser fortemente penalizado depois de se saber que o JP Morgan reviu em baixa de 18% o seu preço-alvo para as acções da instituição, de 0,71 para 0,58 euros.

BES contraria perdas da banca

Na restante banca, o BPI recua 0,06% para 1,49 euros mas o BES contraria ao somar 0,76% para os 5,24 euros.

Destaque pela negativa para a Portugal Telecom que tomba 0,93% para os 6,38 euros, apesar de ontem a empresa ter revelado que os seus lucros relativos ao quarto trimestre de 2008 duplicaram e superaram as estimativas dos analistas.

Os resultados líquidos da PT no período em análise aumentaram 100,3% para 143,8 milhões de euros. O presidente da empresa, Zeinal Bava, anunciou que 2009 poderá ser o melhor ano de sempre da operadora portuguesa.

Cartão vermelho ainda para a Teixeira Duarte e Brisa que deslizam 2,36% e 0,57%, respectivamente.

A travar maiores perdas está, contudo, a EDP que recupera das perdas da manhã ao subir 0,63% para os 2,52 euros.

Também a Galp Energia avança 1,31% para os 8,41 euros, com a petrolífera a beneficiar da recuperação dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Futuros dos EUA em alta

Nota para as empresas da família Azevedo. A Sonaecom progride 0,17% para os 1,13 euros e a Sonae Indústria trepa 0,06% para os 1,54 euros, no dia em que apresenta os seus resultados relativos a 2008, após o fecho do mercado.

Fora do PSI20, a Glintt cai 4,93% para os 0,77 euros, apesar da tecnológica ter hoje anunciado que obteve lucros de 4,28 milhões de euros em 2008, mais 166% do que em 2007, devido à integração da Consiste.

Nos Estados Unidos, os futuros apontam para uma abertura em alta.
Carla Pinto Silva