A direção do Sporting está a estudar alternativas para controlar as claques e evitar incidentes como aqueles que foram registados no dérbi com o Benfica. Até pelas avultadas multas que estes casos implicam, e que o clube tem depois de pagar.

O jogo da passada sexta-feira esteve interrompido cinco minutos, no início da segunda parte, devido ao arremesso de material pirotécnico para o relvado, proveniente da bancada habitualmente ocupada pelas claques (ainda que o protocolo com as mesmas tenha sido anulado).

O jornal «A Bola» faz manchete, nesta terça-feira, com a notícia que o Sporting pretende colocar as claques no piso superior do estádio (da mesma bancada), e instalar aí uma segunda caixa de segurança, para além daquela que já existe na zona habitualmente ocupada pelos adeptos visitantes.

Essa foi uma solução levantada internamente, mas para já não passa disso mesmo. É preciso aprofundá-la, e até debater com as autoridades. Até porque seria preciso perceber a viabilidade na mesma, a aplicação prática, na medida em que, hoje em dia, os membros das claques compram bilhetes pelas “vias normais”, como qualquer outro adepto.

Recorde-se que o presidente do Sporting, Frederico Varandas, foi recebido recentemente recebido pelo secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, e pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís.

«O que não posso permitir, e isso para mim é inqualificável, é ver grupos em Alvalade que não festejam um golo, que criam instabilidade a uma equipa de futebol. Isto é apoiar? Uma claque existe para apoiar o clube, sem pedir nada em troca. O estádio de Alvalade para o ano será um local onde as pessoas vão estar confortáveis para trazer netos e filhos», referiu então o líder leonino.

De referir ainda que, na sequência dos últimos incidentes, relacionados sobretudo com o arremesso de material pirotécnico, a Liga solicitou uma reunião com o Ministro da Administração Interna, entretanto agendada para a próxima segunda-feira.

Nuno Travassos