A Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED) reconhece os benefícios dos iogurtes probióticos na prevenção de doenças do foro gastrointestinal, sendo a primeira vez que recomenda um «produto de supermercado», escreve a Lusa.

«Os iogurtes probióticos têm reconhecidas propriedades, pois possuem microrganismos vivos atenuados que melhoram o funcionamento intestinal, funcionando ao nível da prevenção primária», explicou à agência Lusa Venâncio Mendes, presidente da SPED.

Segundo o clínico, «estes produtos são regularmente utilizados como terapêutica auxiliar nos casos de gastroenterite aguda, de doenças inflamatórias e infecciosas do intestino, e ainda face à síndroma do intestino irritável e à acção da Helicobacter Pylori».

Além dos iogurtes, o médico recomenda, como medidas preventivas do cancro cólon-rectal, «a substituição das carnes vermelhas pelas brancas e a substituição das gorduras animais pelas vegetais, além de uma alimentação rica em legumes, frutas e cereais».

A eficácia dos iogurtes probióticos foi também reconhecida, em declarações à Lusa, pela nutricionista Isabel do Carmo, que explicou que «há uma base científica que valida estes iogurtes, que na sua composição têm as mesmas bactérias dos outros e mais algumas, igualmente boas».

«As bactérias dos iogurtes probióticos combatem algumas bactérias nocivas existentes no nosso organismo, promovendo o equilíbrio da flora intestinal, além de ajudarem ao funcionamento adequado deste órgão», explicou ainda a autora do livro «Alimentação Saudável Alimentação Segura».

No âmbito do combate ao cancro, doença que mata cerca de três mil pessoas por ano em Portugal, a SPED dispõe actualmente de oitos Centros de Rastreio do Cancro do Cólon e Recto, e vai colocar o seu selo numa marca de iogurtes do grupo Danone.