A Comissão Europeia manifestou-se este sábado «satisfeita» ao ter obtido «garantias» do governo francês de não avançar com medidas proteccionista no seu plano de apoio ao sector automóvel.

Segundo um comunicado da comissão, citado pela agência Lusa, «as autoridades francesas comprometeram-se a não levar a efeito medidas de ajuda ao sector automóvel que possam infringir os princípios do mercado interno».

A garantia foi dada numa carta do secretário de Estado da Indústria francês dirigida ao Comissário Europeu da Concorrência, Neelie Kroes.

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A comissão e a presidência checa da União Europeia tinham previsto que as condições anunciadas pelo presidente francês Nicolas Sarkozy seriam contrárias aos tratados europeus.

Numa intervenção televisiva, Sarkozy defendeu no início de Fevereiro a intenção de atrair investimento no território francês, advertindo que «se for dado dinheiro às empresas da indústria automóvel para se reestruturarem, não será para depois anunciarem que vão deslocar-se para a República Checa ou outro país»

Foram ainda anunciadas ajudas suplementares à indústria automóvel de um montante global de 7,8 mil milhões de euros, designadamente empréstimos de 3 mil milhões de euros aos construtores nacionais PSA Peugeot Citroën e Renault, com a condição de manterem as fábricas no país.

França tem sido acusada de estar a regressar a métodos proteccionistas para proteger a indústria perante a crise.

Esta controvérsia sobre o proteccionismo ameaçava por em risco a cimeira europeia extraordinária sobre a crise económica, que se realiza domingo em Bruxelas.

Esta cimeira tem por objectivo reforçar uma coordenação europeia enfraquecida face à crise, que deixou desenvolver tendências proteccionistas.
Redação / RPV