Fabio Jakobsen está a lutar pela vida num hospital polaco, após a violenta queda sofrida na chegada da primeira etapa da Volta à Polónia. 

O campeão nacional holandês, que corre com as cores da Deceuninck-Quick Step, foi empurrado contra as barreiras pelo compatriota Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma). Sofreu lesões gravíssimas e ainda atingiu uma pessoa ligada à organização da prova que se encontrava no local da queda.

As informações oficiais escasseiam nesta altura, até porque a equipa de Jakobsen está a procurar jogar pelo seguro e a fazer uma triagem muito rigorosa de todas as notícias relativas ao estado clínico do seu sprinter.

O que se sabe é isto: Jakobsen sofreu traumatismo crânio-encefálico muito grave e tem nariz, faringe e laringe esmagados. «Foi muito difícil entubá-lo devido aos ferimentos no céu da boca. O palato e o trato respiratório superior ficaram completamente esmagados. mas conseguimos entubá-lo, embora tenha perdido muito sangue. O coração está a funcionar bem», referiu a médica Barbara Jerschina aos jornalistas que acompanham a Volta à Polónia. 

O comunicado mais recente da sua equipa refere que Fabio Jakobsen, apesar da violência rara do incidente, não sofreu danos cerebrais irreversíveis e encontra-se estável, apesar da necessidade da indução do coma. Essa será uma das poucas boas notícias da tarde. 

No meio disto tudo, falta falar do 'vilão'. Dylan Groenewegen, também holandês e também sprinter, foi o responsável pela queda de Jakobsen e, assim, o culpado pelas graves lesões do compatriota e de um homem que assistia na meta ao sprint coletivo. 
 

A equipa de Groenewegen já pediu desculpas, mas o gesto não comoveu Patrick Lefevere, diretor desportivo da Quick Step. O dirigente pediu mesmo «irradiação e prisão» para Groenewegen, no que foi acompanhado por várias figuras do pleotão internacional. 

Groenewegen, que vai ser pai pela primeira vez em fevereiro, fez duas mudanças de trajetória - algo absolutamente proibido nos sprints - e acabou por projetar com o braço direito o adversário. Àquela velocidade, o despiste só podia ser tremendamente violento. 

As imagens da queda são impressionantes: