Como transpor a vida de Steve Jobs para o ecrã? É uma pergunta a que Aaron Sorkin ainda não consegue responder, mas uma certeza parece ter: o filme sobre Jobs não vai ser apenas um relato biográfico.

O argumentista Aaron Sorkin venceu um Óscar com «A rede social», um filme sobre Mark Zuckerberg. O filme sobre o criador do Facebook foi um sucesso e Sorkin pretende o mesmo com o filme sobre o criador do Iphone e Ipad. Aaron Sorkin afirmou estar à procura de um elemento de tensão ou um obstáculo que tenha acontecido na vida de Steve Jobs para usar no filme.

A Sony Pictures já confirmou que Sorkin vai adaptar a biografia escrita por Walter Isaacson sobre o génio da Apple, que faleceu em outubro do passado ano, vítima de um cancro no pâncreas.

«Sei muito pouco sobre o que vou escrever, mas sei o que não vou escrever. Não pode ser uma biografia em linha reta», afirmou Aaron Sorkin em conferência de imprensa a propósito do lançamento da série «The Newsroom», da HBO. «Drama é tensão versus obstáculo. Alguém quer uma coisa e algo não o permite, é isso que preciso encontrar sobre Jobs, e vou encontrar» disse o argumentista.

O argumentista vai dedicar-se em exclusivo ao filme a partir do final de junho e conta com o apoio de Steve Wozniak, cofundador da Apple. A empresa foi fundada por Jobs e Wozniak em 1976 numa garagem. Apesar de Wozniak ter deixado a parceria em 1987, manteve-se sempre em contacto com Jobs até à sua morte.