Ao 23º filme, «Skyfall», o agente 007 fica mais fragilizado do que nunca, mas não menos profissional por causa disso. Daniel Craig esteve à conversa com o Cinebox e falou sobre a sua terceira participação como James Bond.

«Adoro interpretá-lo! Ainda me entusiasmo muito com a personagem», revelou o ator britânico.

Craig confessou que, apesar de tentar fazer o máximo de cenas de ação possível, conhece os seus limites, deixando as acrobacias mais difíceis para os duplos.

«Faço tantas cenas de ação quanto posso, mas não sou suficientemente louco para acreditar que consigo fazer tudo. Só faço o que consigo. O resto é a "magia do cinema"», contou ao Cinebox.

Daniel Craig leva muito a sério o papel de James Bond, que o transformou numa estrela. O mesmo papel que, há seis anos, hesitou em aceitar com medo de ficar estereotipado. Não só não ficou, porque tem apostado noutros papéis, como acabou por dar um novo fôlego à saga que trilha agora um certo regresso às origens.

«Eles quiseram voltar às raízes do personagem e é por isso que vemos um Bond mais introspetivo, no sentido em que olhamos para o passado dele e para o lugar onde cresceu», explicou Naomi Harris, atriz que interpreta o papel da agente Eve.

Não admira que em «Skyfall» James Bond esteja mais britânico do que nunca - a realização é do inglês Sam Mendes, boa parte da história acontece em Londres e a participação de Daniel Craig na abertura dos Jogos Olímpicos, ao lado da rainha de Inglaterra, não foi uma coincidência.

Em «Skyfall» é a Javier Bardem que cabe o de Raoul Silva, um vilão com um nome que poderá muito bem ser português. «Imaginamos que a origem era Portugal», disse o ator espanhol.

«007 - Skyfall» chega aos cinemas portugueses esta sexta-feira.
Redação