Os fãs de Bruce Lee, o actor que popularizou os filmes de artes marciais, apelaram ao governo de Hong Kong que compre a sua antiga casa, usada actualmente como motel alugado à hora, e a transforme num museu.

O apelo foi feito numa conferência de imprensa realizada em frente da estátua de Bruce Lee no porto de Hong Kong, um dos poucos monumentos locais em honra do actor, falecido há 35 anos.

Na opinião dos fãs, o governo de Hong Kong não tem honrado devidamente a memória de Bruce Lee, cujos filmes defendem os chineses e os trabalhadores.

«Que Hong Kong não tem orgulho em Bruce Lee? O ridiculo em Hong Kong, a cidade onde Bruce Lee se tornou famoso, cresceu e morreu, é que não há um local adequado para o recordar», disse o realizador Manfred Wong.

O filantropo Yu Pang-lin pôs a antiga casa de Bruce Lee à venda para angariar fundos para as vítimas do violento sismo que abalou a província chinesa de Sichuan e que matou mais de 70 mil pessoas.

Segundo alguns fãs, Bruce Lee não era apenas uma estrela de cinema e ajudou a melhorar a imagem dos chineses no mundo.

«Bruce Lee não pertence apenas a Hong Kong. Ele pertence aos chineses espalhados pelo mundo... Toda a gente sabe que ele foi a primeira celebridade chinesa», disse um popular comentador de Hong Kong, Chip Tsao.

Chip Tsao, que estudou em Inglaterra, disse que os britânicos se tornaram menos agressivos com os emigrantes chineses porque Bruce Lee projectava uma imagem de dureza.

Um responsável da imobiliária encarregue da venda da antiga casa de Bruce Lee escusou-se a indicar as propostas de compra que recebeu. O prazo termina quarta-feira.

Um jornal estimou o valor da casa em cerca de 100 milhões de Hong Kong dólares (cerca de dez milhões de euros).

Bruce Lee, nascido em São Francisco, morreu em Hong Kong em 1973, com um tumor cerebral. Tinha apenas 32 anos.

«The Chinese Connection», «Return of the Dragon» e «Enter the Dragon» são alguns dos seus filmes mais conhecidos.