Mais de 3 mil milhões de dólares: esta é a receita conjunta de sete dos oito nomeados ao Óscar de Melhor Filme, a principal categoria dos prémios mais conhecidos do cinema. Os dados são do Box Office Mojo, um site especializado em receitas de bilheteira nos cinemas.

Falamos em sete dos oito filmes porque “Roma”, de Alfonso Cuarón, cujos direitos de distribuição foram adquiridos pela plataforma de streaming Netflix, não estão disponíveis e, por isso, não entram nestas contas.

Feito o parêntesis, os números mostram que uma grande fatia destes mais de 3 mil milhões de dólares diz respeito a apenas dois filmes: “Black Panther” e “Bohemian Rhapsody”, que estão entre os dez filmes mais vistos do ano.

“Black Panther”, o primeiro filme de super-heróis a ser nomeado para Melhor Filme, conseguiu uma receita global de 1,3 mil milhões de dólares. Este foi o segundo filme mais visto do ano passado e tornou-se o terceiro nomeado ao Óscar de Melhor Filme com maior sucesso nas bilheteiras, apenas ultrapassado pelos recordistas “Titanic” e “Avatar”. Em Portugal foi o 11.º filme mais visto do ano, com uma receita de cerca de 1,7 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

“Bohemian Rhapsody”, por sua vez, pode não ter agradado aos críticos, mas o certo é que também foi um dos dez filmes mais vistos do ano. A obra, que retrata a história dos Queen e do seu vocalista, Freddie Mercury, ficou em sétimo lugar do top 10, com uma receita global de cerca de 853 milhões de dólares. Nas salas portuguesas foi mesmo o segundo filme mais visto do ano passado, com uma receita de 2,66 milhões de euros, apenas ultrapassado pela animação “The Incredibles 2: Os Super-Heróis”.

Outro êxito de bilheteira foi “Assim Nasce Uma Estrela”, o filme romântico protagonizado por Bradley Cooper e Lady Gaga. Globalmente, foi o 21.º filme mais visto do ano com uma receita de 423 milhões de dólares. Nas salas nacionais, conseguiu o sétimo lugar com 1,85 milhões de euros.

Com receitas mais modestas estão os outros nomeados: “Green Book – Um Guia Para a Vida”, lançado nos EUA em novembro, está no 52.º lugar com 127 milhões de dólares; "BlacKkKlansman: O Infiltrado", que estreou em agosto nos EUA, está no 67.º lugar com 90 milhões de dólares; “A Favorita”, que estreou no final de novembro nos EUA está no 74.º lugar com 76,8 milhões; “Vice”, que chegou às salas no final de dezembro ocupa o 89.º lugar com 55,6 milhões.

Destes últimos quatro filmes apenas “BlacKkKlansman: O Infiltrado” esteve nas salas portuguesas no ano passado. Todavia, o filme de Spike Lee, que conta a história real de um agente da polícia negro que se infiltra na organização de supremacistas brancos Ku Klux Klan, não está na lista dos 40 filmes mais vistos do ano, divulgada pelo ICA.

Mas falar de receitas nas bilheteiras implica também falar sobre o cinema de animação, que, nos últimos anos, tem alcançado boas posições no “box office”.

Os quatro nomeados a Melhor Filme de Animação, nesta edição dos Óscares, arrecadaram globalmente cerca de 2 mil milhões de dólares.

De resto, “The Incredibles 2: Os Super-Heróis” foi o quarto filme mais visto do ano, em todo o mundo, com 1,23 mil milhões de dólares de receita. O segundo filme da saga “The Incredibles”, da Disney-Pixar, foi mesmo o filme mais visto em Portugal, arrecadando mais de 3 milhões de euros.

Outro sucesso foi “Ralph vs Internet”, da Disney, que também está na corrida ao Óscar. O filme está entre os 20 filmes mais visto do ano, no lugar 18, com 506 milhões de dólares de receita a nível mundial. Em Portugal foi o 21.º filme mais visto, fazendo mais de um milhão de euros nas bilheteiras.

“Homem-Aranha: No Universo Aranha” está entre os 30 filmes mais vistos do ano (no 27.º lugar) com cerca de 356 milhões de dólares.

Numa posição mais modesta ficou “A Ilha dos Cães”, de Wes Anderson, no 86.º lugar com 64,2 milhões de dólares de receita.

A 91.ª edição dos Óscares decorre este domingo no Dolby Theatre, em Los Angeles. Este ano, a gala não terá um apresentador principal, o que já não acontecia há três décadas. A cerimónia deverá ser mais curta, num ano em que muitas polémicas deram que falar.