Johnny Depp e Amber Heard estão numa batalha judicial, com várias acusações de parte a parte, desde 2016. Na segunda-feira, Johnny Depp enviou uma declaração ao Tribunal da Virgínia, nos Estados Unidos, da qual, mais uma vez, alegou que as acusações de violência doméstica de que foi alvo foram "fabricadas" e "falsas".

Segundo a BBC, o ator acusou a ex-mulher de “pintar nódoas negras” como sinal de violência doméstica.

Eu sempre neguei veementemente as alegações da Srª Heard desde que ela as fez em maio de 2016 e vou continuar a negá-las para o resto da minha vida”, disse o ator.

Depp afirmou que a vítima de violência doméstica era, na verdade, ele próprio e que a ex-mulher quando misturava medicamentos com álcool assumia um comportamento bastante agressivo.

Bateu-me, deu-me socos e pontapés. Também era frequente atirar objetos contra o corpo e contra a cabeça, incluindo garrafas pesadas, latas de refrigerantes, velas acesas, comandos de televisão, latas de tinta, que me causaram ferimentos graves"

O advogado de Johnny Depp disse, em comunicado, que a nova declaração "destrói por completo cada farsa de abuso de Amber Heard e mostra que ela se aproveita dos homens para conseguir o que quer".

Como já seria de esperar, a defesa de Amber Heard negou todas estas acusações e diz que as provas por ela apresentadas constituíam uma "evidência irrefutável" do comportamento agressivo de Johnny Depp. 

Johnny Depp e Amber Heard começaram a namorar em 2011 e casaram-se quatro anos depois em Los Angeles. Decidiram tratar do processo de divócio fora dos tribunais e chegou ao fim com uma indeminização de 7 milhões de dólares, quase 6 milhões de euros, a Amber. A modelo acabou por anunciar que o dinheiro seria entregue na totalidade a uma instituição de combate à violência contra mulheres.  

Depp avançou com uma ação contra a ex-mulher por difamação, na qual exigia 50 milhões de dólares, depois desta ter assumido que era vítima de violência doméstica num artigo do Washington Post em dezembro.

O processo de divócio de Amber Heard e Johnny Depp chegou ao fim com uma indeminização de sete milhões de dólares, quase seis milhões de euros, que seriam entregues a uma instituição de combate à violência contra mulheres.  

Um dos motivos apontados por Amber para o divórcio era precisamente a agressividade de Depp. No início do processo, o ator negou as agressões e acusou-a de criar a história para obter uma indeminização elevada.

Segundo o tribunal, Heard pediu inicialmente 50.000 dólares (cerca de 44.000 euros) mensais em regime vitalício, uma exigência negada pelo juiz.

Como descrito na ordem de restrição e no acordo de divórcio, o dinheiro não tem nenhuma importância para mim nem nunca teve, exceto na medida em que poderia doá-lo à caridade e, ao fazê-lo, espero ajudar aqueles que têm menos capacidades para se defender,” escreveu Heard.

A protagonista do filme “A rapariga dinamarquesa” revelou, também, que pretende continuar a ajudar as organizações que vão receber o dinheiro do divórcio.

O diretor executivo da UALC, Anthony Romero, agradeceu o ato generoso de Amber através de uma publicação no Twitter e garantiu que “esta oferta ajudará outras mulheres a viverem em segurança e liberdade”.

No comunicado conjunto que anunciou o final do processo de divórcio, divulgado na terça-feira, o ex-casal reconheceu alguma volatilidade na sua relação, que começou depois de se conhecerem durante a gravação do filme “O Diário de um Jornalista Bêbedo”, em 2011.

A nossa relação foi intensamente apaixonada e algumas vezes volátil, mas sempre baseada no amor,” disse o ator. “Nenhuma parte fez falsas acusações com o objetivo de ganhos financeiros. Nunca houve nenhuma tentativa de provocar danos físicos ou emocionais.

O caso tem recebido grande atenção por parte da comunicação social, que teve acesso a fotografias, imagens e até mensagens de texto relacionadas com os alegados abusos de que é acusado.