Em dois dias, Billie Lourd perdeu as duas mulheres da sua vida, a mãe, Carrie Fisher, e a avó, Debbie Reynolds, ou “Momby” e “Abadaba”, como carinhosamente se dirigia a ambas.

As atenções voltam-se agora para a jovem de 24 anos, que seguiu as pisadas das matriarcas, primeiro na televisão, na série “Screem Queens”, depois no cinema, onde se estreou, a pedido da mãe, nos episódios VII e VIII da Guerra das Estrelas, Star Wars no original.

Apesar de Carrie Fisher ter gravado todas as cenas do Episódio VIII, com estreia prevista para dezembro de 2017, e que se encontra presentemente em fase de pós-produção, não se sabe o que acontecerá à princesa Leia no último episódio da trilogia, adiado para 2019, depois da estreia de “Despertar da Força” (Episódio VII) em 2015.

Billie Lourd entrou na saga como tenente Connix, enquanto ainda gravava a série televisiva “Screem Queens”, mas poderá ter o seu papel reavaliado na trama com a morte da mãe, uma das protagonistas.

O regresso de Carrie Fisher à trama não terá sido, aliás, condicionado por números, que em todo o caso não foram revelados, mas sim pela entrada da sua filha em cena, que teve um pequeno papel no “Despertar da Força” e deixou muitas teorias sobre o seu futuro galáctico, particularmente por usar o mesmo penteado icónico da mãe na tela.

 

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Filha do ainda super agente de talentos Ryan Lourd, que se separou de Carrie Fisher para assumir uma relação homossexual, Billie Lourd foi educada sem estereótipos femininos ou masculinos.

Por isso tem nome de homem, sendo mulher, Billie.

Disse-me sempre para ser autêntica, amável e para ter confiança em mim mesma. Educou-me a não ver os homens e as mulheres de forma diferente. Criou-me sem género e, por isso, me chamou Billie. O objetivo não era que me tornasse numa mulher forte, mas numa pessoa forte”, contou a jovem, numa entrevista à revista Teen Vogue.

 

 

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A estreia na representação, em “Screem Queens”, só chegou depois da universidade, em Nova Iorque (NYU), onde se formou em Psicologia. E até lá pouco ou nada tinha aparecido em público com a mãe.

Os meus pais mantiveram-me o mais que puderam fora do meio”, contou.

Mas não o fizeram em relação ao seu divórcio. Mesmo separada, a família manteve-se unida e até férias passou junta: Carrie, Billie, o ex-marido e o companheiro deste.

Foi algo que superei, com o qual aprendi e, além disso, [Bruce Bozzi] é divertidíssimo”, afirmou, na altura, Carrie Fisher.

Billie, que tem recebido inúmeras mensagens de apoio através das redes sociais, vai ficar agora responsável por um amigo inseparável da mãe, Gary, um bulldog francês de quatro anos, que acompanhava a atriz quando esta sofreu um ataque cardíaco num voo entre Londres e Los Angeles. Carrie pediu em tempos a Billie para tomar conta de Gary, que foi adotado como cão de treino para a ajudar com o transtorno bipolar, se lhe acontecesse alguma coisa.

 

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Toda a minha vida ouvi os outros dizerem que a minha mãe era muito ‘fixe’, mas eu, como a maioria das crianças, vi-a apenas como minha mãe e ficava envergonhada quando me diziam isso. Agora, quando a vejo em qualquer um dos seus filmes, percebo. Não acredito que alguma vez possa ser tão 'fixe' como ela”, disse Billie.

Os próximos tempos o dirão.